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Saúde

Dia Mundial da Amamentação é comemorado nesta sexta (1º)

Saúde da criança

É recomendado que bebê seja alimentado exclusivamente com leite materno, no mínimo, até seis meses de vida. Saiba como doar
por Portal Brasil publicado: 01/08/2014 10h55 última modificação: 01/08/2014 11h16
Divulgação/Prefeitura de Capela do Alto Laços afetivos são consolidados com a amamentação

Laços afetivos são consolidados com a amamentação

“Assim que ela nasceu, foi direto para a cirurgia, eu não pude dar leite para ela e o meu peito secou. Então, nesse momento, eu não pude amamentar”. Rany Souza é mãe de Isabela, que se alimentou de leite doado durante 15 dias. “O banco de leite ajudou bastante. Eu fiz translactação [técnica usada para reintroduzir o aleitamento no peito] e agora eu já consigo amamentar. As meninas do banco de leite ajudaram, ensinaram a fazer a massagem no peito para estimular”. A pequena Isabela nasceu no dia 28 de março e Rany é uma das madrinhas da campanha de amamentação deste ano.

O leite materno possui componentes e mecanismos capazes de proteger a criança de várias doenças. É um simbiótico: uma fonte natural de lactobacilos, bífidobactérias e oligossacarídios. Nenhum outro alimento oferece as características imunológicas do leite humano. A mãe fornece ao filho componentes protetores, através da placenta e do seu leite, enquanto o sistema de defesa do bebê amadurece.

Outros aspectos reforçam a importância desse gesto de amor: “Os laços afetivos são consolidados com a amamentação, além de possibilitar uma recuperação mais rápida da mãe no pós-parto, pois a amamentação acelera o retorno do útero ao tamanho original, auxilia na redução de peso da lactante e na prevenção dos cânceres de mama e colo do útero”, explica a pediatra e supervisora do Banco de Leite do Hospital Santa Lúcia, Dra. Fábia Queiroga.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano, mais de 10 milhões de crianças com menos de cinco anos morrem em todo o mundo por doenças que podem ser prevenidas e tratadas. Há várias intervenções preventivas e terapêuticas eficazes e de baixo custo, que podem ajudar a reduzir essas mortes e a principal delas é o aleitamento materno.

Alimento exclusivo

O Ministério da Saúde (MS) recomenda que, até os seis meses de vida, o bebê seja alimentado exclusivamente com leite materno para ter um crescimento forte e um desenvolvimento saudável. A amamentação é também reconhecida pelo MS como o primeiro direito da criança após o nascimento, que a recomenda até os dois anos de vida.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Dioclécio Campos Júnior, a prática não deve ser interrompida. Segundo ele, o aleitamento materno exclusivo transfere à criança, além dos nutrientes, substâncias e células. "São esses anticorpos que as protegem de infecções", explica.

Doação de leite materno

Amamentar é mais do que garantir a saúde do bebê, é um ato de amor. Mas há quem não pode, por algum motivo, amamentar e precisa contar com a solidariedade de mães que doam leite materno. Criada em 1985, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano conta hoje com 214 bancos de leite e 134 postos de coleta em todos os estados, a maior do mundo. Por ano, são recolhidos 160 mil litros de leite, que beneficiam 175 mil recém-nascidos internados em unidades de terapia intensiva e semi-intensiva.

A doação de leite é apontada como um dos fatores fundamentais para a queda da mortalidade na infância no Brasil. A taxa caiu de 18,9 mortes por mil nascidos vivos, em 2010, para 17,9, em 2011, o que fez o Brasil alcançar o objetivo do milênio antes do prazo, 2015.

Como doar

Algumas mulheres quando estão amamentando produzem um volume de leite além da necessidade do bebê, o que possibilita que sejam doadoras de um Banco de Leite Humano. De acordo com a legislação que regulamenta o funcionamento dos Bancos de Leite no Brasil (RDC Nº 171), a doadora, além de  apresentar excesso de leite, deve ser saudável, não usar medicamentos que impeçam a doação e se dispor a ordenhar e a doar o excedente.

A paranaense Tatiana Akemi Kurihara tem uma filha de cinco meses e resolveu procurar a Prefeitura de Pinhais (PR) para fazer doação do leite. “Eu percebi que eu tinha um excesso de leite, que não seria consumido pela minha filha, e, ao invés de descartar, resolvi ajudar outros bebês, que não tem a possibilidade de serem amamentados por suas mães”, comentou Tatiana.

Se você quer doar seu leite entre em contato com um Banco de Leite Humano. Clique aqui e veja o mais próximo de você. 

Segundo a coordenadora da Unidade de Saúde da Mulher, Silmara Galvão, a doação pode ser feita a partir do primeiro dia em que a mulher está em casa. “Muitas não sabem, mas o colostro, primeiro fluido produzido após o parto, pode e deve ser doado, pois ele é riquíssimo em nutriente e fundamental para recém-nascidos”.  Silmara ainda ressalta que a campanha de doação de leite humano é um gesto de solidariedade e amor com o próximo. “As mães que tem condições de doar multiplicam a vida através do leite materno. Mais crianças têm acesso a este alimento completo, o que contribui para a diminuição da mortalidade infantil”, finaliza Silmara.

A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano oferece em seu site uma página com diversas dicas sobre amamentação. A posição que o bebê deve estar, a hora certa da mamada, como o leite humano é produzido, entre outras dicas. Não fique com dúvidas, amamentar seu filho e atuar como cidadã, na hora da doação, é ser mãe.

 Saiba a importância da doação de leite

Fonte:
Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano
Agência Brasil
Governo do Estado da Bahia
Biblioteca Virtual em Saúde
Prefeitura de Pinhais
Hospital Santa Lúcia

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