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Saúde

Mais treze estados começam a vacinar contra hepatite A

Prevenção

A meta para este ano é imunizar 95% do público-alvo – cerca de três milhões de crianças em todo o País
publicado: 18/08/2014 18h20 última modificação: 18/08/2014 18h20

A partir deste mês de agosto, mais 13 estados iniciaram a vacinação contra a hepatite A, destinada às crianças na faixa etária de 12 meses a dois anos incompletos. O grupo é formado pelos estados do Amapá, Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

A meta para este ano é imunizar 95% do público-alvo – cerca de três milhões de crianças em todo o País. Nas 13 unidades estaduais, 1,1 milhão de crianças devem ser vacinadas nos primeiros 12 meses de imunização. Atualmente, 24 estados já estão vacinando. 

O esquema vacinal prevê uma dose única da vacina. Entretanto, será feito monitoramento da situação epidemiológica da doença para definir sobre a necessidade de inclusão de uma segunda dose no calendário da criança. Com a oferta da vacina contra hepatite A, o Brasil passa a oferecer, gratuitamente, 14 vacinas de rotina, garantindo todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 

O Ministério da Saúde investiu R$ 111,1 milhões na compra de 5,6 milhões de doses da vacina. Para 2014, os estados e municípios receberão 2,7 milhões de doses da vacina. O restante será usado em 2015. Os 13 estados já receberam até o momento 829.900 doses da vacina. 

Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro,  a introdução da vacina contra a hepatite A é um grande avanço para a melhoria da saúde da população. “Já houve uma redução significativa da circulação viral da hepatite A no país com a melhoria das condições sanitárias. Com a vacinação das crianças, grupo mais vulnerável e exposto à doença, podemos diminuir ainda mais a circulação deste vírus”, ressaltou o ministro. 

Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a vacina contra hepatite A passa a ser uma importante ferramenta de prevenção da doença. “A vacina, tomada na infância, gera proteção para a vida inteira e evita casos graves e óbitos, causados pela doença”, explicou o secretário. 

As doses para o início da vacinação já foram enviadas para todas as secretarias estaduais de saúde, assim como os materiais instrucionais para a correta aplicação na população-alvo. A vacina contra a hepatite A é segura e, praticamente, isenta de reações adversas. Como em qualquer outra vacina, podem ocorrer alguns efeitos, como inchaço no local da aplicação e vermelhidão, ou outras reações generalizadas, como fraqueza, cansaço, febre e dores no corpo. 

Sobre a doença

A hepatite A é habitualmente benigna e raramente apresenta uma forma grave (aguda e fulminante). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os anos ocorrem cerca de 1,4 milhão de casos de hepatite A no mundo, sendo identificados casos esporádicos e epidemias. No Brasil, estima-se que ocorram por ano 130 novos casos a cada 100 mil habitantes. 

A principal forma de contágio da doença é a fecal-oral, por contato entre as pessoas infectadas ou por meio de água e alimentos contaminados. A estabilidade do vírus no meio ambiente e a grande quantidade de vírus presente nas fezes dos indivíduos infectados contribuem para a transmissão. A disseminação está relacionada com infraestrutura de saneamento básico e a aspectos ligados às condições de higiene praticadas. 

Fonte:

Ministério da Saúde

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