Você está aqui: Página Inicial > Saúde > 2014 > 09 > População carcerária será alvo de ação contra tuberculose

Saúde

População carcerária será alvo de ação contra tuberculose

Prevenção e Controle

Objetivo é desenvolver campanhas educativas e estabelecer metas de identificação de casos suspeitos, diagnóstico e tratamento
publicado: 25/09/2014 15h39 última modificação: 25/09/2014 15h40

No Brasil, a incidência e mortalidade por tuberculose têm diminuído a cada ano. Apesar disso, a doença ainda é considerada um problema de saúde pública. O Programa Nacional de Controle da Tuberculose está ampliando o diagnóstico da tuberculose por meio da expansão da Rede de Teste Rápido Molecular para tuberculose.

A ampliação do diagnóstico foi iniciada em 2013 e, neste ano, em parceria com as secretarias estaduais de Justiça e de Saúde do Rio de Janeiro e de Porto Alegre, será lançado o projeto “Como aumentar a detecção de tuberculose na população privada de liberdade” com foco na população prisional. 

No exame tradicional, são necessários de 30 a 60 dias para realizar o cultivo da microbactéria e até 42 dias para se obter o diagnóstico de resistência à Rifampicina, a mais importante das drogas usadas no tratamento.

Com o novo teste, além de reduzir o tempo de realização do exame para duas horas, os índices de sensibilidade e especificidade de resistência à Rifampicina chegam a 92,5% e 99%, respectivamente. A iniciativa pretende aumentar a detecção precoce de casos de tuberculose em aproximadamente 35 mil pessoas e ainda garantir tratamento em tempo adequado. 

Aprovado pela TB Reach, programa ligado ao Stop TB Partnership da Organização Mundial da Saúde (OMS), o projeto brasileiro se adequa ao objetivo do TB Reach, que é o desenvolvimento e aplicação de soluções e intervenções inovadoras e estratégias eficientes para atividades que resultem no aumento da detecção de casos de tuberculose, na redução da transmissão e prevenção do surgimento de formas resistentes da doença.

“Almejamos que a execução desse projeto seja um fator motivador para os gestores, profissionais de saúde e agentes prisionais, de forma que o controle da tuberculose se torne rotina no sistema prisional”, explica o coordenador do PNCT, Dráurio Barreira. 

Reconhecendo o elevado coeficiente de incidência da tuberculose na população privada de liberdade e as dificuldades de se implantar ações de saúde no sistema prisional, o PNCT submeteu projeto ao TB Reach, em 2013, com foco na população prisional dos municípios do Rio de Janeiro, Porto Alegre e Charqueadas (RS). Em março de 2014, o projeto foi aprovado pelo TB Reach e receberá aporte de cerca de US$ 600 mil.

Contratar técnicos especializados, aplicar modelo de comunicação, desenvolver campanhas educativas e estabelecer metas de identificação de casos suspeitos, diagnóstico e tratamento estão entre as ações propostas pelo projeto do PNCT.

Ocupação prisional 

A ocorrência da tuberculose em presídios é um grande problema de saúde pública. Estudos sobre a saúde da população encarcerada no Brasil mostram que a crescente taxa de ocupação prisional, sem a concomitante adequação de estrutura física e de recursos humanos, somada às condições precárias de higiene, ventilação e iluminação solar nas celas, compõe um cenário frequente no sistema prisional. Esta situação produz riscos para o adoecimento de detentos e cria condições favoráveis à infecção pelo Mycobacterium tuberculosis, além da disseminação da doença. 

O projeto do PNCT visa ainda promover mudanças de comportamento por meio de estratégias diferenciadas de comunicação para sensibilizar profissionais de saúde e segurança, presos e familiares para a importância do diagnóstico precoce e tratamento oportuno.

Fonte:

Ministério da Saúde 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Hospital da UnB amplia áreas de atendimento após repasses federais
Mais Médicos: um serviço ao Brasil
Médico aposentado que aderiu ao programa do governo federal resolve servir em comunidades carentes.
Mais Médicos para todos
Inscrito no programa do governo federal, médico aposentado defende utilidade do Mais Médicos.
Hospital da UnB amplia áreas de atendimento após repasses federais
Hospital da UnB amplia áreas de atendimento após repasses federais
Médico aposentado que aderiu ao programa do governo federal resolve servir em comunidades carentes.
Mais Médicos: um serviço ao Brasil
Inscrito no programa do governo federal, médico aposentado defende utilidade do Mais Médicos.
Mais Médicos para todos

Últimas imagens

Reinserção social de pessoas que sofreram com transtornos mentais está previsto em lei federal
Reinserção social de pessoas que sofreram com transtornos mentais está previsto em lei federal
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
Hospitais vão virar Centros Confirmadores das doenças e adotar um modelo único de atendimento a partir de abril
Hospitais vão virar Centros Confirmadores das doenças e adotar um modelo único de atendimento a partir de abril
Divulgação/Agência Brasil
Brasil Sorridente garante acesso ao tratamento odontológico gratuito no Sistema Único de Saúde
Brasil Sorridente garante acesso ao tratamento odontológico gratuito no Sistema Único de Saúde
Divulgação/Blog Planalto
Governo federal, DF e Goiás criam força-tarefa para combater o mosquito
Governo federal, DF e Goiás criam força-tarefa para combater o mosquito
Divulgação/EBC
Centro vai integrar em um único espaço serviços oferecidos a crianças com microcefalia
Centro vai integrar em um único espaço serviços oferecidos a crianças com microcefalia
Divulgação/Governo Maranhão

Governo digital