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Saúde

Vasectomia: uma forma segura de prevenir a gravidez

Saúde do Homem

Cirurgia demora cerca de 20 a 30 minutos. A anestesia é local e não afeta o homem em sua virilidade
publicado: 29/09/2014 14h35 última modificação: 29/09/2014 14h35

A vasectomia é um procedimento cirúrgico simples, seguro e rápido. Consiste em cortar e obstruir os canais deferentes que se encontram dentro da bolsa escrotal, com o objetivo de impedir a presença de espermatozoides no líquido ejaculado pelo homem.

A cirurgia demora cerca de 20 a 30 minutos, a anestesia é local e o homem não precisa ficar internado. O processo não afeta o desempenho sexual. 

A cirurgia não tem efeito imediato nas primeiras ejaculações após o procedimento, pois ainda existem espermatozoides no líquido ejaculado, ou seja, existe o risco do homem engravidar a mulher. A vasectomia não será segura até que o espermograma - exame do líquido que o homem ejacula, mostre que não existem mais espermatozoides no líquido ejaculado. O espermograma deverá ser feito após, pelo menos, 30 ejaculações. 

A prática sexual pode ser realizada após a revisão da cirurgia e essa revisão acontece uma semana após o procedimento. Mas é importante salientar a necessidade do uso do preservativo ou de qualquer outro método contraceptivo até que seja feito o espermograma para constatar a ausência de espermatozoides no sêmen. 

A vasectomia não causa nenhum problema de saúde. É importante lembrar apenas que, apesar ser uma cirurgia simples, pode apresentar riscos e problemas como qualquer outra cirurgia. Entre eles, dor no local da cirurgia, hematoma escrotal, sangramento e infecção.

Reversão

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, paralelamente ao aumento do número de homens vasectomizados, têm aumentado o número daqueles que passam a desejar ter novos filhos. A causa mais comum é a constituição de novas famílias com mulheres que ainda não têm filhos. Outras eventuais, como falecimento de filhos, também são citadas esporadicamente.

Muitos ainda desconhecem dados sobre a real possibilidade de reversão microcirúrgica da vasectomia que imaginavam como “definitivas”. O tempo entre a vasectomia e a sua reversão é de vital importância para a obtenção dos melhores resultados. Nas reversões com menos de 03 anos após a vasectomia, a chance de obtenção de espermatozoides no esperma ejaculado é de 95% com 76% de taxa de gravidez.

Entre 3 e 8 anos, 88% com 53% de chances de gravidez. Entre 9 a 14 anos, 79% e 44% de gravidez. Após 15 anos, 71% com 30 % de gravidez. É importante lembrar que essas taxas de gravidez são obtidas por meios naturais. 

Critérios legais

No Brasil, a lei do planejamento familiar (lei nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996) permite realizar a esterilização cirúrgica voluntária somente em algumas situações. No caso da vasectomia, em homens com capacidade civil plena e maiores de 25 anos de idade ou, pelo menos com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico, período no qual será propiciado à pessoa interessada acesso a serviços de regulação da fecundidade, incluindo aconselhamento por equipe multidisciplinar, visando desencorajar a esterilização precoce. 

A vontade do homem ou do casal de realizar a cirurgia deve ser registrada em documento escrito, após a informação a respeito dos riscos da cirurgia, dos possíveis efeitos colaterais, das dificuldades de sua reversão, da possibilidade de se optar por métodos anticoncepcionais reversíveis. Em caso de sociedade conjugal, a esterilização depende do consentimento expresso de ambos os cônjuges. 

O método é eficaz e a taxa de gravidez é de, aproximadamente, 1 em cada 700 homens, no período de um ano após a cirurgia. É muito importante que o homem e/ou o casal estejam adequadamente informados e conscientes da decisão.

A vasectomina está prevista no SUS, entretanto, até o presente momento, a cirurgia de reversão de vasectomia (vasovasostomia) não consta no rol dos procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde. O cidadão pode entrar em contato com a Ouvidoria do Ministério da Saúde através do telefone 136 para obter mais informações e ser referenciado, caso seja necessário.

Fonte:

Ministério da Saúde 

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