Saúde
Ministro afirma que paciente está estável e sem febre
Ebola
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresentou, na noite desta sexta-feira (10), novos dados sobre a situação do paciente que pode ter sido infectado pelo vírus ebola. Segundo Chioro, o quadro clínico geral do paciente é estável e sem febre. E disse ainda que o paciente confirmou a informação de que não teve contato com casos de ebola na Guiné e que não tem parentes acometidos pela doença.
Na coletiva, o ministro declarou que em caso de confirmação do exame, será feita uma notificação por meio de nota oficial. “Não esperaremos a coletiva e assim que tivermos a confirmação do Instituto Evandro Chagas emitiremos notas”
Ministro disse também que foram acionados cinco epidemiologistas para coordenar trabalho de monitoramento do paciente. “É um numero importante de pessoas para que tenhamos tempo suficiente de pessoas para coletar dados”.
E destacou o serviço público do Disque Saúde para orientar a população sobre o vírus. “Nosso Disque Saúde 136 tem sido bastante acionado. Até as 15h, das 839 chamadas, 64% foram chamadas relacionadas ao tema Ebola. São informações importantes sobre orientações do tema Ebola”. De acordo com o titular da saúde, o governo brasileiro está colaborando com o envio para Guiné, Libéria e Serra Leoa de alimentos.
O paciente
O homem, de 47 anos, saiu de Guiné, na África Ocidental, no dia 18 de setembro, com conexão em Marrocos, e chegou ao Brasil em 19 de setembro. O homem informou ter começado a sentir os primeiros sintomas na última quarta-feira (8) e procurou atendimento médico nessa quinta-feira (9) na UPA de Cascavel.
No momento em que foi atendido na UPA, o homem só apresentava febre, sem os outros sintomas típicos da doença, como diarreia, vômitos. Seu estado de saúde é bom e está mantido em isolamento total.
Suspeitas
Ainda de acordo com Chioro, foram identificados 64 possíveis casos de contato com o paciente. Desse total, quatro pessoas são consideradas suspeitas residenciais e se referem a dois casais que dividiram um apartamento com o paciente. Medidas de bloqueio e monitoramento estão sendo feitas com os possíveis contactantes do paciente.
Os outros 60 correspondem às pessoas que estiveram no mesmo local que o paciente, sendo que três realizaram contato direto, ocorrido durante o atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Chioro ressaltou inúmeras vezes que esses 64 possíveis casos de contato foram considerados de baixo risco.
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