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Saúde

RJ ganha unidade de captação de órgãos para transplantes

Descentralização

Expectativa é aumentar o número e a segurança dos procedimentos feitos no estado
por Portal Brasil publicado: 24/10/2014 10h53 última modificação: 24/10/2014 10h53

Foi inaugurada nessa quinta-feira (23), no Rio de Janeiro, mais uma Organização de Procura de Órgãos (OPO) para descentralizar e aperfeiçoar o processo de captação de órgãos e tecidos destinados ao Programa Estadual de Transplantes (PET).

A unidade foi inaugurada no Hospital São José do Avaí, em Itaperuna, no Noroeste do estado.

Duas OPOs já funcionam no Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (Iecac), no Humaitá, na Zona Sul do Rio; e no Hospital São Francisco de Assis, na Tijuca, na Zona Norte.

“Estamos atualmente com 17 por milhão de população. Um aumento muito grande que proporcionou um crescimento expressivo no número de transplantes. O Rio de Janeiro fazia uma média de 250 transplantes de órgãos por ano, e este ano a expectativa é chegar próximo a 650 transplantes”, afirmou o coordenador do Programa Estadual de Transplantes da Secretaria de Estado de Saúde, Rodrigo Sarlo.

Ele informou que ainda este ano será criada mais uma unidade e, em 2015, o quadro ficará completo com cinco delas, que terão capacidade de cobrir todas as áreas do estado. A OPO de Itaperuna vai poder captar órgãos em hospitais de 26 municípios das regiões dos Lagos, Norte e Noroeste fluminense.

O PET foi fundado em 2010 com o objetivo de aumentar o número de doações e, em consequência, o número de transplantes no estado.

Para Rodrigo Sarlo, a capacitação das equipes, incluindo o treinamento com especialistas de Barcelona, na Espanha, o aumento no número de profissionais envolvidos, o serviço do Disque-Transplantes (155) e a melhoria na comunicação, são ações que permitiram a quebra de recordes nos números anuais de atendimentos do programa.

“A carência de órgãos é um problema mundial. Na verdade, faltam órgãos para as pessoas. Existem pessoas morrendo nas filas de espera. O que estamos fazendo, com o aumento no número de doações, é aumentar o número de transplantes. O que queremos é que as pessoas se interessem e acreditem que o transplante é o melhor tratamento para as doenças terminais”, ressaltou.

Segundo Sarlo, o órgão mais procurado em nível mundial é o rim, e, por isso, é o que tem o maior número de transplantes, e vai continuar com essa tendência. “Existem 10 mil pacientes fazendo hemodiálise no Rio de Janeiro, e a gente quer ser capaz de poder fornecer para um maior número de transplantes possível, para todos os pacientes que aguardam um rim”, acrescentou.

Atualmente, existem cerca de 900 pacientes na espera por um transplante de rim, 200 aguardando por um fígado e, para coração, 15 pacientes estão na fila. “Essas doenças são graves e infelizmente as pessoas morrem na fila de espera. Por isso queremos aumentar progressivamente o número de doações, para que as pessoas possam receber os órgãos e sobreviver”, disse.

As notificações de órgãos continuarão a ser feitas ao PET por meio do Disque-Transplantes (155). Para ser um doador, de acordo com Sarlo, a primeira medida é a pessoa informar esse desejo à própria família.

“Para quem quer ser doador, é só conversar com a sua família e manifestar a vontade de ser doador. Na fatalidade dessa pessoa ter morte cerebral, que é a condição para doar os órgãos, a família já saber da vontade dela e autorizar a doação”, informou.  

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