Saúde
Mobilização nacional contra a dengue e a chikungunya é neste sábado (7)
Combate aos vetores
O Ministério da Saúde promove, neste sábado (7), em todo o País, o DIA D de Combate à dengue e à chikungunya.
O objetivo é chamar atenção para as duas doenças, transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti, e incentivar a população a reforçar medidas de prevenção, que envolvem a eliminação de possíveis focos do inseto.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, ressalta que todos os brasileiros devem participar dessa grande mobilização. “Vamos estar juntos neste sábado participando de uma grande mobilização nacional de combate ao mosquito transmissor. Seja um exemplo para a sua comunidade", destacou.
Para aumentar a vigilância, prevenção e controle de chikungunya e dengue, o Ministério da Saúde repassou em janeiro mais R$ 150 milhões a todos os estados e municípios. Para o Dia D de mobilização, o Ministério convocou estados e municípios para mutirões de limpeza urbana e atividades de alerta aos profissionais de saúde para o diagnóstico correto das doenças.
A Fiocruz tem contribuído com estudos e ações de combate para ambas as doenças. Como o monitoramento e a prevenção são ferramentas indispensáveis para o controle da dengue, a Fundação e da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EMAp) lançaram, no início de 2015, um sistema em que é possível acompanhar em tempo real a situação da dengue no município do Rio de Janeiro – indicando as regiões mais afetadas da cidade.
Integrando informações sobre o risco de transmissão e as formas de combate, o Info Dengue utiliza o conceito ‘10 Minutos Contra a Dengue’, desenvolvido por pesquisadores e profissionais de comunicação do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), para incentivar a prevenção da doença.
A unidade da Fundação também lançou, em 2013, o projeto de videoaulas 'Aedes aegypti – Introdução aos Aspectos Científicos do Vetor'. Pensado para ajudar a população a conhecer um pouco mais sobre o mosquito, a doença e seus impactos, a iniciativa apresenta, de forma simples e objetiva, informações capazes de contribuir também na rotina de diversos públicos, como professores, estudantes e profissionais de comunicação, tornando-os verdadeiros multiplicadores de conhecimento e colaborando para a prevenção da doença.
Fiocruz e chegada da chikungunya no Brasil
Descoberto há 50 anos, o arbovírus Chikungunya tem circulado pelos continentes africano, asiático, europeu, chegando recentemente à América Central e América do Sul. Em julho de 2014, o pesquisador do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazonas), Felipe Naveca, alertou para a sua chegada ao Brasil e os impactos prováveis. Após sofrer mutação, a transmissão do vírus tornou-se mais fácil, principalmente, através dos mosquitos Aedes aegypti e pelo Aedes albopictus, os mesmos vetores da dengue.
Segundo Naveca, no Brasil, os casos notificados foram “importados”, ou seja, as pessoas infectaram-se nos países onde o vírus circula e adoeceram quando voltaram para o Brasil. Os casos recentes foram de seis militares brasileiros que estiveram no Haiti e ao retornarem desenvolveram os sintomas, sendo diagnosticados pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.
Com relação ao monitoramento da doença, também em julho de 2014, o Laboratório de Flavivírus do IOC/Fiocruz, referência regional para dengue e febre amarela, foi designado pelo Ministério da Saúde para fazer também o diagnóstico laboratorial de casos suspeitos de febre chikungunya no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. A chefe do laboratório, Rita Nogueira, explica que o vírus tem capacidade de se disseminar rapidamente. Por isso, a detecção precoce dos casos é fundamental para conter o avanço da doença.
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