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Saúde

Brasil recebe prêmio internacional pelo controle ao tabagismo

Reconhecimento

Instituição recebeu o Prêmio Bloomberg para o Controle Global do Tabaco pelo monitoramento da doença no País e pelas políticas públicas
por Portal Brasil publicado: 18/03/2015 17h45 última modificação: 02/04/2015 10h58
Divulgação/Ministério da Saúde Ministro Arthur Chioro recebe Prêmio Bloomberg para o Controle Global do Tabaco

Ministro Arthur Chioro recebe Prêmio Bloomberg para o Controle Global do Tabaco

O trabalho do Brasil no controle do tabagismo foi reconhecido internacionalmente pela Bloomberg Philanthropies, que entregou o “Prêmio Bloomberg para o Controle Global do Tabaco” ao ministro da Saúde, Arthur Chioro, nesta quarta-feira (18). A cerimônia ocorreu durante a 16ª Conferência Mundial Sobre Tabaco ou Saúde em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

A premiação é um reconhecimento ao papel desempenhado pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no monitoramento epidemiológico do uso do tabaco e na implantação de políticas públicas para enfrentar o desafio da luta contra o fumo.

Ao justificar a escolha do Brasil para o prêmio, a entidade internacional destacou a atuação do País no controle do tabagismo. “O trabalho que o Ministério da Saúde fez é modelo para outros países que também atuam nessa área”, ressalta o documento da Fundação Bloomberg.

“É inquestionável o impacto danoso do cigarro. E o Brasil, graças à politicas que tem sido implementadas ao longo dos últimos anos, conseguiu efeitos extremamente importantes, tendo a nossa política reconhecida internacionalmente aqui em Abu Dhabi. Dedico este prêmio a todos os brasileiros defensores do controle do tabaco", destacou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Responsável por cerca de 6 milhões de mortes por ano em todo o mundo, o tabagismo pode chegar a matar 8 milhões de pessoas em 2030, caso não sejam implantadas medidas para conter o avanço do fumo no planeta.

No Brasil, no entanto, o número de fumantes permanece em queda. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, revela que o índice de pessoas que consomem cigarros e outros produtos derivados do tabaco é 20,5% menor que o registrado cinco anos atrás. Em 2013, do total de adultos entrevistados, 14,7% afirmavam fumar. Esse índice era de 18,5% em 2008, conforme a Pesquisa Especial de Tabagismo do IBGE (PETab).

“A nossa política está em quatro grandes pilares: a taxação do preço do cigarro, ou seja a elevação do preço progressiva, levando a diminuição do consumo; a proibição de todo e qualquer forma de propaganda; a eliminação de todos os pontos de fumo, chamados de fumódromos; e um programa de atendimento gratuito, inclusive com distribuição de medicamentos as pessoas que querem parar de fumar na rede do SUS”, ressalta Chioro.

A priorização do atendimento ao tabaco em unidades básicas de saúde também pode ser mensurado pela PNS. De acordo com a pesquisa, 73,1% das pessoas que tentaram parar de fumar conseguiram tratamento, um aumento importante em relação a 2008, quando o índice era de 58,8%.

Atualmente, são mais de 23 mil equipes de saúde da família em todo o País prontas para oferecer o tratamento ao tabagismo em 4.375 municípios. Em 2013 e 2014, o Ministério da Saúde destinou R$ 41 milhões para o combate ao uso de tabaco.

Além do tratamento no Sistema Único de Saúde para quem deseja parar de fumar, a pasta atua na elaboração de leis que contribuem para a redução do tabagismo.

O cigarro é responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil e a Organização Mundial de Saúde reconhece o tabagismo como uma doença epidêmica. A dependência da nicotina expõe os fumantes continuamente a mais de quatro mil substâncias tóxicas, que são fatores de risco para aproximadamente 50 doenças, principalmente as respiratórias e cardiovasculares, além de vários tipos de câncer como o de pulmão e brônquios. O fumo responde hoje por 90% dos casos de câncer de pulmão e 25% das doenças vasculares, como infarto.

Confira o que está proibido a partir desta quarta-feira (3)

Fontes:

Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde (OMS)

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