Você está aqui: Página Inicial > Saúde > 2015 > 04 > Ministério da Saúde avança no tratamento da hemofilia no País

Saúde

Ministério da Saúde avança no tratamento da hemofilia no País

Dia da Hemofilia

Desde de 2013, 12 mil pacientes passaram a ter acesso a Fator VIII Recombinante, medicamento fundamental para controle da doença
por Portal Brasil publicado: 17/04/2015 19h21 última modificação: 17/04/2015 19h21
Divulgação/Gov do Rio Grande do Norte Uma das principais conquistas foi o início da oferta do Fator VIII Recombinante (Hemo 8-R), considerado o tratamento mais moderno para hemofilia A

Uma das principais conquistas foi o início da oferta do Fator VIII Recombinante (Hemo 8-R), considerado o tratamento mais moderno para hemofilia A

No dia Internacional da Hemofilia, celebrado nesta sexta-feira (17), o Ministério da Saúde faz um balanço e apresenta os avanços no tratamento da doença. Graças às ações implementadas pela Política Nacional de Sangue e Hemoderivados nos últimos anos, os cerca de 12 mil hemofílicos do País dispõem hoje de tratamentos como o Fator VIII Recombinante (Hemo 8-R), considerado o mais moderno medicamento para hemofilia A. O medicamento passou a ser disponibilizado nos postos de atendimento do Sistema Único de Saúde em 2013 graças a uma parceria do governo com a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás).

A doença

O Brasil é o terceiro país do mundo em número de portadores de coagulopatias (enfermidades do sangue). Diante deste cenário, desde 2004 a Coordenação-geral de Sangue e Hemoderivados (CGSH) desenvolve uma política de atenção aos pacientes com coagulopatias hereditárias, trabalhando tanto no fornecimento de pró-coagulantes, quanto no fomento da assistência prestada a estes pacientes.

A hemofilia se apresenta por dois tipos – A ou B –, atinge predominantemente o sexo masculino e não tem cura. A doença, que vitimou personalidades como o cartunista Henfil e seu irmão, o sociólogo Betinho, é grave, hereditária e genética. Entre os sintomas registrados estão as hemorragias e sangramentos constantes.

Desde 2011, o Ministério da Saúde passou a promover uma série de avanços na política de atenção aos pacientes com coagulopatias hereditárias. Tratamentos como a Imunotolerância e Profilaxia Primária, garantiram, de forma preliminar, melhorias visíveis na qualidade de vida dos pacientes.

No mesmo ano, o tratamento domiciliar deixou de ser considerado de urgência e passou a ser de prevenção e promoção à saúde, uma vez que foi recomendada pelo Ministério da Saúde a ampliação das doses domiciliares. A iniciativa foi fundamental para paciente submetido ao tratamento, oferecido pelo SUS.

Em 2012, o Ministério da Saúde recomendou a Profilaxia Secundária, que passou a ser realizada de duas formas. Na modalidade de curta duração, o tratamento, com reposição do fator coagulante, é administrado de maneira intermitente por tempo determinado (3 a 12 meses) para tratamento de sangramentos frequentes e complicações.

Pode ser aplicada a pacientes com qualquer uma das formas de hemofilia. Já na de longa duração, o tratamento de reposição é administrado de maneira periódica e ininterrupta a longo prazo (45 semanas por ano), iniciado após duas ou mais hemartroses (sangramento para o interior da articulação) ou após os dois anos de idade. A profilaxia secundária de longa duração é destinada somente a pacientes com hemofilia A ou B grave.

O conjunto de medidas adotado pelo Ministério da Saúde possibilitou, em maio de 2014, o reconhecimento da Federação Mundial de Hemofilia à Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde pela contribuição na promoção do cuidado e tratamento das pessoas com hemofilia e outras doenças hemorrágicas no Brasil.

Hemo 8-R

Considerado como o tratamento mais moderno no mundo para a hemofilia tipo A, o fator VIII recombinante, rotulado com a marca Hemo-8r, é resultado da parceria pública privada (P&P) firmada pela Hemobrás para transferência e desenvolvimento de tecnologia de produção deste medicamento em 2013. Em dezembro de 2014, os produtos resultados do acordo foram disponibilizados no SUS com a marca da Hemobrás.

Foram distribuídas 542,5 milhões UI de Fator VIII recombinante entre junho de 2013 e março de 2015. Entretanto, o Ministério da Saúde já disponibilizava o Fator VIII plasmático para o tratamento dos pacientes com Hemofilia A. Durante o ano de 2014, foram distribuídas 268 milhões.

“Estamos utilizando esse tratamento pela facilidade da produção, já que  independe das doações de sangue, como acontece com o fator VIII plasmático", afirma o o coordenador-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, João Baccara. Segundo ele,  o País não tem como produzir o fator VIII plasmático para disponibilizar a todos hemofílicos. "Não temos plasma das doações suficiente para gerar 600 milhões de unidades. O recombinante, veio, exatamente, para suprir essa carência da produção do fator plasmático”, explica. 

De acordo com o coordenador, fator VIII recombinante é mais fácil de produzir, pois não depende das doações de sangue. “Então, somado ao fator plasmático, o Ministério tem condições de ampliar a oferta dos produtos e o acesso dos hemofílicos ao tratamento”, complementa Baccara.

Em menos de dois anos foram distribuídos mais de 1,2 milhão de frascos do recombinante para os hemocentros de todo o Brasil. A distribuição de Fator VIII recombinante ocorre de forma regular com 35 milhões UI/mês, o que corresponde a 70% da necessidade mensal de Fator VIII utilizado no tratamento dos pacientes com hemofilia A.

Os outros 30% da demanda são atendidos com Fator VIII plasmático e distribuídos para pacientes acima de 30 anos de idade por questões de planejamento.

Em 2014, foram disponibilizados para a Hemorrede Pública nacional cerca de 625 milhões de UI de Fator VIII, superando a meta de 3UI per capita preconizada pela Federação Mundial de Hemofilia. No mesmo ano, as modalidades de tratamento Profilaxia Primária e Imunotolerância foram oficializadas em Portarias Ministeriais 364 e 478, respectivamente.

Fonte:

Ministério da Saúde

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Hospital da UnB amplia áreas de atendimento após repasses federais
Mais Médicos: um serviço ao Brasil
Médico aposentado que aderiu ao programa do governo federal resolve servir em comunidades carentes.
Mais Médicos para todos
Inscrito no programa do governo federal, médico aposentado defende utilidade do Mais Médicos.
Hospital da UnB amplia áreas de atendimento após repasses federais
Hospital da UnB amplia áreas de atendimento após repasses federais
Médico aposentado que aderiu ao programa do governo federal resolve servir em comunidades carentes.
Mais Médicos: um serviço ao Brasil
Inscrito no programa do governo federal, médico aposentado defende utilidade do Mais Médicos.
Mais Médicos para todos

Últimas imagens

Reinserção social de pessoas que sofreram com transtornos mentais está previsto em lei federal
Reinserção social de pessoas que sofreram com transtornos mentais está previsto em lei federal
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
Hospitais vão virar Centros Confirmadores das doenças e adotar um modelo único de atendimento a partir de abril
Hospitais vão virar Centros Confirmadores das doenças e adotar um modelo único de atendimento a partir de abril
Divulgação/Agência Brasil
Brasil Sorridente garante acesso ao tratamento odontológico gratuito no Sistema Único de Saúde
Brasil Sorridente garante acesso ao tratamento odontológico gratuito no Sistema Único de Saúde
Divulgação/Blog Planalto
Governo federal, DF e Goiás criam força-tarefa para combater o mosquito
Governo federal, DF e Goiás criam força-tarefa para combater o mosquito
Divulgação/EBC
Centro vai integrar em um único espaço serviços oferecidos a crianças com microcefalia
Centro vai integrar em um único espaço serviços oferecidos a crianças com microcefalia
Divulgação/Governo Maranhão

Governo digital