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Saúde

Sábado é dia D da Vacinação contra a paralisia infantil

Zé Gotinha

Crianças de seis meses a cincos anos incompletos devem ser imunizadas contra a poliomielite em mais de 100 mil postos espalhados em todo o País
por Portal Brasil publicado: 14/08/2015 15h03 última modificação: 25/08/2015 18h31
Cesar Brustolin/SMCS Serão oferecidas as vacinas oral e injetável. A oral é só para quem já começou o esquema vacinal

Serão oferecidas as vacinas oral e injetável. A oral é só para quem já começou o esquema vacinal

Os postos de saúde vão abrir neste sábado (15) para vacinar crianças de seis meses a cinco anos incompletos contra a poliomielite. A campanha deste ano pretende imunizar até o dia 31 deste mês, 12 milhões de crianças – o que representa 95% do público-alvo, formado por 12,7 milhões. O Brasil está livre da doença desde 1990, mas nove países registraram casos tanto no ano passado como neste ano. Por isso, a vacinação é fundamental para que casos de paralisia infantil não voltem ao País.

A poliomielite é uma doença grave e a transmissão se dá, principalmente, por via oral. Na maioria dos casos, o paciente não morre, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, causando paralisia irreversível, em geral nas pernas. Não existe tratamento para a doença e a única forma de prevenção é a vacina.

Estão sendo colocados à disposição da população mais de 100 mil postos espalhados por todo o País, 350 mil profissionais de saúde e 42 mil veículos (terrestres, marítimos e fluviais) para tentar atingir o maior número possível do público-alvo.

As crianças que nunca foram vacinadas contra a poliomielite, não receberão as gotinhas na campanha. Elas serão imunizadas com vacina inativada poliomielite (VIP injetável), aplicada aos dois e aos quatro meses de vida. Aos seis meses, o bebê recebe uma dose da vacina oral e outra de reforço aos 15 meses.

A vacina é extremamente segura e protege contra os três sorotipos do poliovírus 1, 2 e 3. A eficácia da imunização é em torno de 90% a 95%. Ela é recomendada, até mesmo, para as crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia. Já, para crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina, o Ministério da Saúde recomenda aos pais que consultem um médico para avaliar se a imunização é indicada. 

Vacinação em dia

Os pais também poderão colocar em dia o esquema vacinal das crianças. Para isso, é necessário levar a caderneta de vacinação para identificar as doses que possam estar em atraso. Atualização vai ser feita de acordo com a situação de cada criança, podendo ser aplicada na hora ou agendada.

A preocupação do Ministério da Saúde é com o risco de transmissão de doenças que podem ser evitadas. Por isso é tão importante manter as vacinas e as doses em dia. Ao serem vacinadas na idade adequada e com o número de doses preconizado pelo órgão, as crianças ficam protegidas contra tuberculose, rotavírus, sarampo, rubéola, coqueluche, caxumba, varicela, meningites, febre amarela, hepatites, difteria e tétano, entre outras. 

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, Carla Domingues, desta que é importante que o Brasil mantenha as altas taxas de cobertura para não correr o risco da reintrodução de doenças. “O nosso país tem um grande fluxo de turistas e de comércio, por isso é fundamental que as nossas crianças continuem a ser vacinadas. Temos de garantir boas coberturas vacinais tanto na rotina, como na campanha”, explicou.

O Brasil é referência mundial em vacinação e o Sistema Único de Saúde (SUS) garante à população brasileira acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Atualmente, são disponibilizadas pela rede pública de saúde, de todo o país, 17 vacinas que integram o Calendário Nacional e combatem mais de 20 doenças, em diversas faixas etárias.

Campanha quer vacinar 12 milhões de pessoas contra a polio

Fonte:

Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde.

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