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Saúde

‘Reconstruir a mama me proporcionou voltar à vida e deixar o câncer para trás’

Outubro Rosa

Luta contra a doença foi o que levou Joana Jeker a fundar a Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília; Hoje, o SUS realiza 10 cirurgias do tipo por mês no Distrito Federal
por Portal Brasil publicado: 08/10/2015 00h00 última modificação: 09/10/2015 09h02

Em 2007, Joana Jeker vivia na Austrália. Tinha 30 anos, trabalhava e estudava administração de empresas no país. Até que um gesto rotineiro durante o banho a fez suspender os planos de aprimorar o inglês e voltar ao Brasil com um diploma de ensino superior. Naquele ano, Joana descobriu o câncer de mama. "Foi um baque muito grande", relembra. 

Mesmo tendo histórico familiar, ela não se enquadrava no perfil médio das mulheres que desenvolvem a doença. A maioria da mulheres descobrem o câncer de mama a partir dos 50 anos. Além disso, somente de 5% a 10% do total de casos têm alguma relação hereditária.

Embora estivesse fora da curva de incidência do câncer, o sonho australiano de Joana foi adiado. Ela voltou ao Brasil para fazer o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento foi um sucesso e, em 2010, ela buscou a cirurgia de reconstrução do seio esquerdo, que havia sido retirado. Foi então que ela esbarrou em uma nova dificuldade: a cirurgia reparadora não era obrigatória na rede pública. Isso mudou a vida de Joana.

A reconstrução da mama viria a ser obrigatória no SUS a partir de 2013, quando a presidente Dilma Rouseff sancionou a lei 12.802. A nova legislação foi alcançada com ajuda de Joana.

Ela fundou a Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília (Recomeçar) para militar a favor da oferta da reparação mamária no sistema público de saúde. Hoje, a cirurgia é realizada no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) de Brasília, que virou referência neste tipo de cirurgia plástica.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, o hospital realiza entre 8 e 10 a cirurgias de reconstrução da mama por mês. Existem atualmente 72 mulheres na fila de espera para retomarem a autoconfiança, como aconteceu com Joana.

“Foi um resgate de autoestima e de qualidade da vida, porque eu não nasci mutilada. Eu me via no espelho e não me via completa. Então, a reconstrução da mama proporcionou para mim voltar à minha vida normal e deixar o câncer para trás”, afirma.

Fonte: Portal Brasil

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