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Acidentes de trânsito consomem 3% do PIB mundial, afirma Dilma

Segurança

Presidenta participou da cerimônia de abertura da 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito realizada nesta quarta-feira (18), em Brasília
publicado: 18/11/2015 18h10 última modificação: 18/11/2015 18h16
Foto: Portal Planalto Dilma Rousseff durante cerimônia de abertura da 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito

Dilma Rousseff durante cerimônia de abertura da 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito

A presidenta Dilma Rousseff participou nesta quarta-feira (18) da abertura da 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito e falou sobre o saldo negativo gerado pelos acidentes de trânsito e os benefícios obtidos ao combater esse problema. “Os prejuízos em acidentes de trânsito consomem o equivalente a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, chegando a 5% nos países em desenvolvimento”, destacou.

A presidenta destacou que as altas cifras em dinheiro não contabilizam o sofrimento incalculável de milhares de famílias provocado pela perda de entes queridos e por sequelas de acidentes graves. “Investir em trânsito certamente traz benefícios econômicos, mas realmente [esses benefícios econômicos] são secundários em relação à preservação de vidas humanas e à qualidade de vida”, ressaltou a presidenta.

Dilma reforçou o compromisso do governo em promover a mobilidade segura de todos os cidadãos. “Uma mobilidade mais eficiente e segura significa uma vida mais saudável, protegida e sustentável”, afirmou.

A diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, reconheceu o trabalho do Brasil na promoção de um trânsito mais seguro e elogiou o comprometimento intersetorial com a área. "Quando falamos de desenvolvimento sustentável, temos de reconhecer a liderança do Brasil. O País promoveu avanços significativos na segurança no trânsito. Não vi outro país com envolvimento de tantos ministérios. O Brasil está no caminho certo, continuem trabalhando", destacou.

Na abertura, Chan também ressaltou que o tema de saúde pública depende de ações multisetoriais, com parcerias com a indústria e apoio da sociedade civil. A diretora do maior órgão de saúde da Organização das Nações Unidas também reforçou a necessidade de aplicar tecnologia para produção de veículos e vias seguras. “Se trabalharmos juntos pela segurança no trânsito poderemos evitar muitos acidentes e salvar vidas", concluiu.

Ações preventivas

A presidenta apresentou as medidas já adotadas pelo Brasil para enfrentar a epidemia que se instaurou no trânsito, como o endurecimento da Lei Seca – que culminou com a redução das vítimas fatais –, e a obrigatoriedade do cinto de segurança e das cadeirinhas infantis. No entanto, reforçou a necessidade de um trabalho de conscientização, mobilização e educação para que todos se sintam responsáveis por um trânsito mais seguro. “A batalha contra a violência do trânsito é mais que uma questão de novas leis. É necessária uma nova cultura”, destacou a presidenta.

A resposta pós-acidente, um dos cinco pilares do Plano Global para a Década de Ação para a Segurança no Trânsito 2011-2020, também foi destaque na fala de Dilma Rousseff. “Os sistemas de saúde devem estar preparados para o atendimento emergencial, assim como, a reabilitação das vítimas. No Brasil, temos o Samu, que atende mais de 150 milhões de cidadãos.”

A Rede de Urgência e Emergência do Brasil está estruturada para agilizar o atendimento às vítimas de trânsito e, com isso, evitar óbitos, complicações e sequelas graves. O Samu atua no atendimento pré-hospitalar e estabilização da vítima até chegar a uma unidade hospitalar. Seu trabalho é essencial, uma vez que a maior parte das vítimas fatais de acidentes – 1,25 milhão por ano em todo o mundo – morre antes de chegar a um hospital.

O evento

A 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito – Tempo de Resultados, começou nesta quarta-feira (18) e prossegue até quinta-feira (19), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF).

Fonte: Ministério da Saúde

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