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Saúde

Projeto inova no combate à dengue

Soluções

A ideia envolve um totem de monitoramento da qualidade do ar e da água que possa ser usado mesmo em comunidades com poucos recursos financeiros
publicado: 25/11/2015 16h20 última modificação: 26/11/2015 12h08

Soluções simples e eficientes para que a população possa monitorar diretamente a qualidade da água e do ar ou o alastramento da epidemia de dengue são resultados de 12 projetos que estão sendo trabalhados no Laboratório Ibero-Americano de Inovação Cidadã (LABiCBR), que está sendo realizado até dia 29 no Rio de Janeiro (RJ).

O projeto "Hiperguardiões", por exemplo, visa desenvolver um totem de monitoramento da qualidade do ar e da água que possa ser usado mesmo em comunidades com poucos recursos financeiros. "Nosso projeto pensa nas populações isoladas geograficamente e socialmente, nas populações vulneráveis", explica Maira Begalli, de 31 anos, formada em gestão ambiental.

Maira é uma das autoras do projeto, embora ela já tenha descartado esse título. "O projeto era meu até chegarmos aqui. No LABiCBR, trabalhamos com pessoas de várias formações e nacionalidades, e os projetos já ficaram muito mais ricos do que eram inicialmente, porque eles agora são de todos", destaca.

Prevenção da dengue

Desenvolver uma tecnologia para que os cidadãos possam colaborar com a prevenção da dengue é o objetivo do projeto Monitoramento comunitário de focos de vetores de dengue no Brasil e na América Latina.

O projeto foi idealizado pelo biólogo Odair Scatolini Júnior, de 36 anos. A atividade começou em Águas Lindas de Goiás, na periferia de Brasília, onde um dos grandes problemas é a dengue. Ali, em um projeto do LABCeus, coordenado pelo Ministério da Cultura (MinC), nasceu a ideia de usar tecnologia para combater a transmissão da doença, cujo vetor é o mosquito Aedes aegypti.

O projeto de monitoramento parte de uma armadilha simples, a ovitrampa: um pequeno recipiente onde se coloca água e uma paleta de madeira para atrair a fêmea do mosquito para que ela coloque seus ovos. As armadilhas são retiradas antes que se complete o tempo para a eclosão de ovos, que é de uma semana. Então é feita uma contagem do número de ovos. "De acordo com a quantidade de ovos, sabemos onde a situação é mais grave, onde temos que atuar", explica o biólogo.

Scatolini tem formação também em eletrônica e em computação, o que o ajudou a bolar a próxima etapa do projeto, que é uma contagem eletrônica. "Normalmente, esse trabalho é feito por um técnico, usando lupa. Em uma paleta pode chegar a haver mil ovos", diz Scatolini.

A ideia é desenvolver um meio de fazer a contagem automatizada, para que qualquer cidadão sem treinamento específico possa ajudar no monitoramento. "A sociedade civil será empoderada para participar do monitoramento usando tecnologia simples e poderá cobrar a presença do poder público".

Fonte: Ministério da Cultura

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