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Saúde

Paraíba tem novo lote de larvicida para combater o Aedes aegypti

Tratamento

Remessa feita pelo Ministério da Saúde é suficiente para tratar um volume de água equivalente a 380 piscinas olímpicas
por Portal Brasil publicado: 14/12/2015 16h07 última modificação: 15/12/2015 11h44
Divulgação/Governo de Pernambuco Larvicida é utilizado quando não é possível eliminar o foco de água parada, local de reprodução do mosquito

Larvicida é utilizado quando não é possível eliminar o foco de água parada, local de reprodução do mosquito

O Estado da Paraíba está recebendo, esta semana, 1,9 tonelada de larvicida enviada pelo Ministério da Saúde. É quantidade suficiente para tratar um volume de água equivalente a 380 piscinas olímpicas. A remessa corresponde à demanda apontada pela Secretaria Estadual de Saúde.

Em dezembro, o esforço envolve os Estados do Nordeste e do Sudeste, totalizando mais 17,9 toneladas do produto para eliminar as larvas do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya. Esse quantitativo é suficiente para proteger 950 milhões de litros de água.

O objetivo é manter as Secretarias Estaduais de Saúde abastecidas com um dos principais instrumentos para eliminar as larvas do mosquito da dengue. De janeiro a novembro, já haviam sido enviadas 4,65 toneladas de larvicida para a Paraíba.

Neste mesmo período, o Ministério da Saúde encaminhou, a todos os Estados, 114,4 toneladas de larvicida. Esse quantitativo garantiu o tratamento de 57,2 bilhões de litros de água.

O larvicida é utilizado quando não é possível eliminar o foco de água parada, local de reprodução do mosquito.

Para o próximo ano, o Ministério da Saúde já adquiriu mais 100 toneladas do produto, que deverá garantir o abastecimento até junho de 2016. Entre outubro deste ano e junho do próximo ano, o Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 10 milhões.

Todos os insumos utilizados pelo Ministério da Saúde são de uso preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) podendo, inclusive, ser utilizados em água para o consumo humano. A quantidade enviada pelo Ministério da Saúde corresponde à demanda apresentada pelas próprias Secretarias Estaduais de Saúde, levando em consideração a situação epidemiológica local e o histórico de consumo.

Combate

A mobilização com agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias, a compra de insumos e a disponibilidade de equipamentos para a aplicação de inseticidas e larvicidas integram uma das três frentes (Mobilização e combate ao mosquito) do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, lançado este mês pela presidenta da República Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

A orientação é que as Secretarias Estaduais e municipais de saúde verifiquem se a utilização do insumo está de acordo com as normas do Programa Nacional de Controle da Dengue. Além disso, a secretarias devem realizar uma avaliação de risco, utilizando as informações do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). O levantamento permite direcionar as ações de forma mais apropriada, de acordo com o tipo de depósito predominante em cada área.

É importante que as visitas domiciliares realizadas pelos agentes sejam planejadas, de modo que tenham cobertura, regularidade e qualidade. Além disso, é preciso desenvolver ações específicas em terrenos baldios, praças públicas e em estabelecimentos com alta vulnerabilidade à infestação do vetor, como cemitérios, borracharias, ferros velhos e postos de reciclagem de materiais.

A população também tem papel fundamental no processo de prevenção e controle da dengue, com a adoção de medidas simples, como a eliminação de recipientes que podem acumular água e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti.

Adulticidas

O Ministério também distribuiu, neste ano, 431.232 litros e 11,1 toneladas de adulticidas para os Estados, produto utilizado para os "fumacês", e aplicação residual em pontos estratégicos (ferros velhos, borracharias, entre outros). O produto mata o mosquito já na fase adulta. Em 2015, a Paraíba recebeu 2,2 mil litros e 120 quilos de adulticida. Vale destacar que todas as ações de combate ao Aedes aegypti, tanto as mecânicas quanto o uso de produtos químicos, devem ser coordenadas. Nenhuma delas, sozinha, é capaz de impedir a proliferação do mosquito

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde 

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