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Saúde

Ministro reforça combate ao Aedes aegypti em Mato Grosso do Sul

Mobilização

Agenda em Campo Grande incluiu ainda o anúncio de R$ 2,14 milhões para a conclusão de uma unidade de trauma e a destinação de um acelerador linear para hospital oncológico
por Portal Brasil publicado: 08/01/2016 17h42 última modificação: 11/01/2016 11h07

Com a presença do ministro da Saúde, Marcelo Castro, foram reforçadas, nesta quinta-feira (07), em Mato Grosso do Sul, as ações de combate ao Aedes aegypti. O objetivo é reduzir a infestação do mosquito no Estado, eliminando os criadouros, além de fortalecer a rede de assistência à saúde para o enfrentamento da epidemia de doenças como a dengue, chikungunya e zika. O governador do Estado, Reinaldo Azambuja, e o secretário Estadual de Saúde, Nelson Tavares, participaram da apresentação dos planos nacional e Estadual no auditório da Governadoria, em Campo Grande.

O Plano Emergencial de Vigilância do Combate ao Aedes aegypti no Estado de Mato Grosso do Sul prevê um levantamento de focos do mosquito por região. O levantamento será inserido no sistema de Endemias do Estado, e as informações  como dados de procedimentos de combate, controle, prevenção e redução do índice de infestação do mosquito  servirão para nortear as ações que serão desenvolvidas em cada município.

Já o Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes e à microcefalia, apresentado pelo ministro Marcelo Castro, é uma grande mobilização envolvendo 19 ministérios e órgãos do governo federal, em parceria com Estados e municípios, para conter novos casos de microcefalia relacionados ao vírus zika e oferecer suporte às gestantes e aos bebês. Ele é resultado da criação do Grupo Estratégico Interministerial de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional e Internacional. O plano é dividido em três eixos de ação: Mobilização e Combate ao Mosquito, Atendimento às Pessoas e Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa.

Repasses crescentes

Os repasses de recursos do Ministério da Saúde para o combate ao mosquito têm se mantido crescentes. Em 2015, foram liberados R$ 1,25 bilhão, o que representa aumento de 28,8% nos últimos quatro anos. As visitas a residências para a eliminação e o controle do vetor ganharam o reforço das Forças Armadas e de mais de 266 mil agentes comunitários de saúde, além dos 43,9 mil agentes de endemias de todo o Brasil que já atuavam regularmente nessas atividades.

O Ministério da Saúde também investiu, nesse ano, R$ 19,6 milhões na aquisição de inseticidas e larvicidas, garantindo o abastecimento até junho. Em dezembro, o ministério já havia enviado 17,9 toneladas de larvicida para os Estados do Nordeste e Sudeste, totalizando 114,4 toneladas para todo o País em 2015, quantidade suficiente para o tratamento de 57,2 bilhões de litros de água.

Ao todo, 18 Estados já contam com salas Estaduais de monitoramento do combate ao Aedes e à microcefalia. Outros quatro Estados estão em fase de implantação. Além das ações de apoio a Estados e municípios, o Ministério da Saúde realiza a aquisição de insumos estratégicos e kits de diagnósticos para auxiliar os gestores locais no combate ao mosquito.

Reduzir a circulação

O esforço governamental é para diminuir a circulação do mosquito Aedes aegypti que, em 2015, provocou em Mato Grosso do Sul o registro de 27.989 casos de dengue e quinze mortes pela doença. As ações do Plano Emergencial de Vigilância do Combate ao Aedes aegypti no Estado de Mato Grosso do Sul serão coordenadas pelo Comitê de Força Tarefa Estadual da Secretaria de Estado de Saúde, que envolve 25 entidades da sociedade civil, entre eles o Tribunal de Justiça, a Polícia Rodoviária Federal e a Defesa Civil.

Unidade de trauma

A agenda do ministro em Campo Grande incluiu ainda uma visita à Santa Casa, quando foram anunciados R$ 2,14 milhões para conclusão da Unidade de Saúde do Trauma. Com os recursos, o Ministério da Saúde totalizará R$ 6,9 milhões investidos nas obras, cujo orçamento envolve também verbas do governo do Estado e da Santa Casa. Com as obras concluídas, a Santa Casa de Campo Grande passará a ter uma estrutura para toda a linha de cuidado do trauma capaz de dar rápida resolutividade e desafogar outras unidades que não possuem UTI e cirurgia. Hoje, os atendimentos de traumatologia respondem por cerca de 70% de todos os serviços realizados no Pronto Socorro da Santa Casa de Campo Grande.

Acelerador linear

 Ainda em Campo Grande, o ministro Marcelo Castro formalizou a destinação de um acelerador linear para o Hospital do Câncer Alfredo Abraão, equipamento que será entregue ainda este ano e é usado no tratamento de radioterapia. O Estado de Mato Grosso do Sul está incluído no Plano de Expansão de Radioterapia para receber mais dois aceleradores lineares. Com isso, o Estado passará a contar com quatro aceleradores para garantir a expansão da assistência oncológica aos pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS). Além do Alfredo Abraão, serão contemplados o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian.

Extensão de contratos

Também integrou a agenda do ministro em Campo Grande a assinatura do prolongamento de quatro Contratos Organizativos de Ação Pública de Saúde (COAPs), por meio dos quais são organizados e integrados as ações e os serviços de saúde de modo a garantir a integralidade da assistência prestada à população.

Projeto piloto

No âmbito do Plano Emergencial de Vigilância do Combate ao Aedes aegypti no Estado do Mato Grosso do Sul, uma novidade foi o lançamento de um projeto piloto que vai utilizar tecnologia e informação para combater o mosquito Aedes aegypti. Os agentes de endemia utilizarão tablets e smartphones para se comunicar em tempo real com a Sala de Situação Estadual de Mato Grosso do Sul, passando informações importantes sobre focos do mosquito. A ação conta com parceria da Receita Federal, que cederá 260 tablets, e inicialmente beneficiará seis municípios: São Gabriel do Oeste, Maracaju, Bataguassu, Bonito, Costa Rica e Taquarussu.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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