Saúde
'População está nos recebendo de portas abertas', diz militar que combate Aedes
Dia Nacional de Mobilização Zika Zero
Milhares de militares estão, neste sábado (13), "Dia Nacional de Mobilização Zika Zero", nas ruas e residências de todo o Brasil em um esforço para conscientizar a população sobre a necessidade de eliminar os focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, zika e chikingunya.
Os homens das Forças Armadas estão espalhados em 350 municípios, visitando três milhões de residências, transmitindo informações sobre como eliminar focos do mosquito.
Entre os 220 mil homens mobilizados está o segundo tenente do Exército André Henrique Damasco, que já trabalha nessa força-tarefa desde dezembro. Segundo ele, a população tem recebido bem os militares. “Nosso trabalho está sendo conscientizar a população, e os moradores nos recebem de portas abertas", diz.
Numa grave e inédita situação que se espalha por diversos países, o Brasil se depara com bebês diagnosticados com microcefalia por conta do zika vírus, transmitido pelo Aedes aegypti. Essa má-formação congênita do cérebro é uma deformação que compromete o desenvolvimento da criança por toda vida. Entre outubro do ano passado e fevereiro deste ano, os casos suspeitos passaram de 5 mil.
Diante desse quadro, lutar contra o mosquito e eliminar focos de sua proliferação é lutar pelas novas gerações, acredita o tenente Damasco. E as pessoas, comenta ele, estão cada vez mais abraçando essa causa.
“O fato de o Exército ter alta credibilidade ajuda e nos favorece para entrarmos nas casas e conversarmos com a população. Estamos nos dedicando a isso debaixo de sol e de chuva”, acrescenta.
O tenente e sua equipe trabalham na cidade de Brazlândia nas proximidades da capital federal. A eles se juntam bombeiros e agentes de saúde em um esforço que vai de casa em casa, de pessoa a pessoa, na qual se fala sobre o combate ao mosquito, a transmissão de doenças e os riscos da microcefalia.
Nessa peregrinação, o tenente conta que o maior retorno que podem receber pelo trabalho que fazem é a população eliminar o mosquito, reduzindo a transmissão de zika, de dengue e da febre chikungunya. “O maior reconhecimento é vermos esses casos do zika vírus diminuírem, essa será a maior gratificação pelo nosso trabalho.”
Cuidados em residências
Apenas uma fêmea do Aedes aegypti pode colocar até 1.500 ovos que podem durar um ano esperando por água para eclodirem, virarem larvas e mosquitos. Num instinto de preservação da espécie, a fêmea coloca esses ovos em locais diferentes como calhas, latas e garrafas vazias, caixas d’água mal tampadas e piscinas.
É por isso que militares, agentes de saúde, bombeiros e todos os demais profissionais mobilizados explicam para as pessoas a importância da vistoria nas casas, quintais, varandas e locais públicos.
Entulhos devem ser eliminados, pneus vazios, baldes abandonados, copinhos de plástico e garrafas vazias devem ser descartados.
Todo o tipo de recipiente que possa acumular água e que pode servir de criadouro de larvas do Aedes deve ser eliminado.
Calhas devem ser limpas, caixas d’água devem estar bem tampadas e ralinhos de água vistoriados diariamente.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Exército, da Vigilância em Saúde Ambiental do Distrito Federal e dos Ministérios da Saúde e da Defesa
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