Saúde
Articulação entre governos busca reduzir infestação do Aedes a menos de 1%
Dia Nacional de Mobilização Zika Zero
O governo federal e os Estados e municípios trabalham para reduzir a infestação do Aedes aegypti no País a um nível inferior a 1%. Para alcançar esse objetivo, salas de coordenação e controle das ações de eliminação do mosquito estão sendo instaladas em todo o País, com o objetivo de se comunicarem com o centro de comando principal, em Brasília.
À frente desse front de combate, o sanitarista Marcos Guido diz que o nível atual de infestação do mosquito no território nacional é estimado em 4% e que o quadro epidemiológico do País, neste início de ano, é muito mais grave do que o observado no ano passado.
“Nas três primeiras semanas de 2016, temos um cenário epidemiológico que inicia o ano bem acima do verificado no início de 2015. Se estamos iniciando 2016 no nível acima de 2015, o cenário de uma perspectiva futura pode ser muito pior do que o identificado em 2015”, avaliou Guido.
A infestação do Aedes aegypti no País no ano passado já apresentou sua conta trágica: grávidas, a partir do primeiro semestre de 2015, infectadas com o zika vírus geraram bebês com microcefalia.
A microcefalia é uma má-formação congênita na qual o cérebro dos fetos não se desenvolve de maneira adequada. São caracterizados com microcefalia bebês com perímetro cefálico igual ou menor que 32 centímetros.
Essa deficiência é irreversível, comprometendo o desenvolvimento pleno dessas crianças por toda a vida. Nos dados mais recentes do Ministério da Saúde, entre outubro de 2015 e o início de fevereiro deste ano, foram registrados 5.079 casos suspeitos de microcefalia, com possível decorrência da ação do zika vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.
Ao reconhecer que o aumento nos casos de microcefalia é uma grande ameaça, Guido frisa que é preciso mais engajamento. “Toda mobilização já feita do ponto de vista de saúde pública precisa de um reforço muito maior para enfrentar um problema de saúde pública à altura de uma emergência nacional e internacional, conforme declarado pela OMS [Organização Mundial da Saúde]", explica
Larvicida
E nesse reforço, diz, entram em ação as salas de coordenação das ações de combate ao mosquito. “Temos insumos disponíveis. A maior parte dos Estados está abastecida, e o larvicida está sendo distribuindo em nível municipal para a ação”, disse ele referindo-se ao larvicida usado para eliminar as larvas que irão se transformar em mosquitos.
Somente os Estados do Nordeste e do Sudeste receberam, nas últimas semanas, 17,9 toneladas de larvicida, volume suficiente para tratar água de quase 4 mil piscinas. O larvicida será usado para eliminar as larvas do Aedes aegypti.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Integração Nacional, do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional da Saúde

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