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Saúde

Banco Mundial libera US$ 150 mi para combate ao vírus zika na América Latina e Caribe

Aedes aegypti

Recursos devem ser encaminhados para os países, após instituição calcular perda de US$ 3,5 bilhões no PIB da região em função do vírus
por Portal Brasil publicado: 18/02/2016 19h41 última modificação: 24/02/2016 13h34
Marcello Casal Jr/Agência Brasi O ministro da Saúde, Marcelo Castro, participa de reunião entre Brasil e EUA sobre o vírus Zika, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, participa de reunião entre Brasil e EUA sobre o vírus Zika, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde

O Banco Mundial anunciou, nesta quinta-feira (18), a liberação imediata de US$ 150 milhões para ajudar os países da América Latina e do Caribe nas ações de combate à infecção causada pelo vírus zika. O vírus transmitido pelo Aedes aegypti pode causar microcefalia em recém-nascidos. Diante da emergência de saúde enfrentada na região, o banco disse que o repasse é “baseado nas atuais demandas de financiamento, após múltiplos contatos com os governos em toda a região, inclusive envolvendo o envio de equipes de especialistas aos países afetados”. 

O organismo internacional disse que o valor foi decidido a partir de contatos com governo da região, incluindo o envio de equipes de especialistas aos países. "O Grupo Banco Mundial está pronto para aumentar o seu apoio caso seja necessário mais financiamento", disse o Banco Mundial em nota.

A decisão foi acompanhada por um relatório da instituição, no qual avalia que a infecção causada pelo zika pode gerar uma perda de US$ 3,478 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) da região em 2016. Isso significaria 0,06% do PIB dos países. 

O documento avalia que a perda econômica em função da epidemia de zika pode ser maior no México, com US$ 744 milhões (0,06% do PIB). Em seguida está Cuba, com US$ 664 milhões (0,86%); República Dominicana, com US$ 318 milhões (0,05%); Brasil, com US$ 310 milhões (0,01%); e Argentina, com US$ 229 milhões (0,04%).

O organismo internacional de fomento também estimou em US$ 420 milhões a perda fiscal representada pela infecção causada pelo zika, o que representa 0,01% do PIB latino e caribenho. As informações foram publicadas em relatório publicado hoje pelo banco.

O organismo calculou, contudo, que o impacto econômico de uma epidemia a partir do zika pode ser maior nos países mais dependentes do turismo – especialmente pequenos Estados do Caribe. Isso porque o surto de zika pode inibir turistas estrangeiros de viajar. 

“As nações cujas economias dependem de modo significativo do turismo poderão sofrer uma expressiva perda de renda. Em média, a renda perdida desses países poderá ser da ordem de 0,8% do PIB e, no caso de alguns Estados insulares, esse percentual poderá chegar a 1,6% do PIB. A pressão fiscal sobre as economias mais afetadas pode alcançar 0,3% do PIB”, observou o relatório.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Banco Mundial

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