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Saúde

Combate ao Aedes alcança 23,8 milhões de vistorias

Enfrentamento

Ao todo, 4.251 municípios dos 5.570 definidos para serem vistoriados já contabilizaram a presença de agentes e militares
por Portal Brasil publicado: 12/02/2016 12h46 última modificação: 17/02/2016 11h33

O número de imóveis vistoriados pelos agentes de saúde e militares das Forças Armadas, na mobilização nacional de combate ao Aedes aegypti – mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika – já representa 35,6% dos 67 milhões estimados a serem atingidos pelo programa em todo o Brasil. Ao todo, 23,8 milhões de imóveis foram percorridos pelas equipes, até quinta-feira (11), em busca de criadouros e para orientar a população sobre medidas de prevenção ao mosquito.

O número inclui domicílios e prédios públicos, comerciais e industriais, conforme balanço da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) de Enfrentamento à Microcefalia. No levantamento anterior, 20,7 milhões de imóveis tinham recebido as equipes de combate. Ao todo, 4.251 municípios dos 5.570 definidos para serem vistoriados já contabilizaram a presença de agentes e militares. Todos os Estados e o Distrito Federal registraram as ações das equipes no Sistema Informatizado de Monitoramento da Presidência da República (SIM-PR).

Entre os Estados, a Paraíba e o Piauí permanecem entre os que registraram maior percentual de imóveis percorridos: 79,1% e 77,8, respectivamente. Na sequência, aparece Minas Gerais, com 67,7% de cobertura, sendo a maior unidade federativa em números absolutos: 4,8 milhões de estabelecimentos. O Estado de São Paulo é o segundo em visitas, com 4,3 milhões (26,3%). Já o Rio de Janeiro segue como terceiro, totalizando 3,2 milhões (48,6% do total).

Os agentes e militares identificaram, até agora, 844,8 mil imóveis com focos do mosquito. Isso significa 3,6% do total de visitados. A meta é reduzir esse índice de infestação para menos de 1% de imóveis com foco. Entre fechados e com recusa de acesso, a Sala Nacional contabilizou 5,6 milhões de imóveis fechados.

“Os esforços das equipes para a identificação de criadouros e a orientação da população têm sido eficazes, tanto pelo número crescente de imóveis visitados quanto pelo de focos identificados nos estabelecimentos, confirmados pelos registros encaminhados à Sala Nacional pelos Estados e municípios”, destaca o coordenador da Sala, do Ministério da Saúde, Marcus Quito.

Mobilização

Desde o dia 1º, o governo federal autoriza a entrada forçada de agentes públicos de combate ao Aedes em imóveis públicos ou particulares que estejam abandonados ou em locais com potencial existência de focos, no caso de ausência de pessoa que possa permitir o acesso ao local. Para ficar comprovada a ausência de quem autorize a vistoria, é necessário que o agente realize duas notificações prévias, em dias e horários alternados e marcados, em um intervalo de dez dias.

A mobilização nacional para o enfrentamento ao Aedes conta, atualmente, com mais de 300 mil profissionais em ação. São 266,2 mil agentes comunitários de saúde e 46,5 mil agentes de controle de endemias, além de aproximadamente 2 mil militares, no combate ao vetor. Durante as visitas, eles procuram por focos, orientam os moradores à prevenção do mosquito e, ainda, aplicam larvicidas, quando necessário. A orientação é para que esse grupo participe, inclusive, na organização de mutirões de combate ao mosquito em suas regiões.

Para o governo federal, a melhor forma de combater o Aedes aegypti é impedir o nascimento do mosquito. Por isso, diversas medidas estão sendo preparadas para ampliar o combate ao inseto. Neste sábado (13), será realizada uma grande ação nacional de educação em saúde, com 220 mil militares das Forças Armadas e profissionais dos Estados e municípios indo às ruas orientar a população. A mobilização acontecerá em mais de 350 municípios de todas as Unidades da Federação.

Sala de situação

Em resposta à declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, o governo federal instalou a Sala Nacional de Coordenação e Controle do Aedes aegypti e para o Enfrentamento à Microcefalia para gerenciar e monitorar a intensificação das ações de mobilização e combate ao mosquito. Coordenada pelo Ministério da Saúde, a Sala Nacional é composta pelos ministérios da Integração, da Defesa, do Desenvolvimento Social, da Educação e da Secretaria de Governo da Presidência da República, além de outros órgãos convidados. Todos os Estados e o Distrito Federal instalaram suas salas de situação e estão desenvolvendo ações de mobilização e combate ao mosquito.

Microcefalia

Até o dia 30 de janeiro, o Ministério da Saúde e os Estados investigam 3.670 casos suspeitos de microcefalia em todo o País, 76,7% dos casos notificados. Ao todo, 404 casos já tiveram confirmação de microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central, sendo que 17 com relação ao zika vírus. Outros 709 casos notificados já foram descartados. No total, foram registrados 4.783 casos suspeitos de microcefalia relacionada com algum agente infeccioso causador de malformação congênita.

UFMunicípios com visitas realizadasTotal de imóveis visitadosPercentual de imóveis visitados
Total 4.251 23.894.215 35,61%
PB 220 931.820 79,11%
PI 213 655.694 77,88%
MG 831 4.869.123 67,73%
MS 65 585.351 65,59%
RO 52 311.046 65,57%
SE 72 388.492 63,54%
RJ 88 3.280.730 48,69%
CE 183 1.182.332 47,38%
MA 167 597.846 40,45%
GO 245 939.236 40,08%
RN 166 401.442 38,96%
TO 75 163.784 36,60%
AL 99 300.941 33,78%
MT 116 352.615 33,65%
PE 96 913.789 32,25%
BA 320 1.407.011 31,69%
DF 1 285.101 30,64%
ES 59 369.374 27,38%
SP 598 4.303.381 26,35%
AC 9 53.498 25,04%
AM 48 200.282 22,60%
RR 13 27.623 20,44%
PR 286 694.805 18,60%
PA  75 340.818 18,52%
AP 4 24.723 12,79%
SC 28 209.003 8,65%
RS 122 104.355 2,52%

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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