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Saúde

Dilma, ministros e 220 mil militares farão mobilização contra o Aedes aegypti

Enfrentamento

O objetivo é visitar três milhões de residências; a presidenta Dilma estará no Rio de Janeiro, e os ministros atuarão em todos os Estados
por Portal Brasil publicado: 11/02/2016 18h59 última modificação: 12/02/2016 17h49

O Brasil vai realizar um grande mutirão de combate ao Aedes aegypti no próximo sábado, em ação que contará com a participação de mais de 200 mil militares e a presença de ministros em capitais e cidades consideradas endêmicas, conforme indicação do Ministério da Saúde. A presidenta Dilma Rousseff estará no Rio de Janeiro.

O detalhamento do conjunto de atividades contra o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika  que está relacionado à microcefalia em bebês  foi apresentado na tarde desta quinta-feira (11) pelo ministro da Defesa, Aldo Rebelo. A meta da mobilização nacional é visitar três milhões de residências em cerca de 350 cidades.

Aldo Rebelo explicou que integrantes do Exército, Marinha e Aeronáutica iniciarão, no próximo sábado (13), a segunda fase do cronograma de combate ao Aedes aegypti. Serão deslocados 220 mil homens e mulheres das três Forças para uma mobilização nacional, o que permitirá levar o mutirão de combate ao mosquito a 350 cidades. Simultaneamente, ministros estarão presentes nos 26 Estados e no Distrito Federal (confira abaixo). Entre os membros do primeiro escalão federal, apenas três não vão monitorar as ações por estarem em férias ou em viagem ao exterior.

“A mobilização é importante porque, apesar da intensificação do noticiário, das informações [sobre o risco da presença do mosquito] e das consequências do aparecimento no Brasil do vírus zika, as pessoas acham que é uma coisa distante, que [o Aedes] não vai atingir as suas famílias, que não vai chegar às suas casas, que é uma coisa da televisão, como se tivesse uma relação de distância com a sua realidade e a sua vida. A mobilização é para dizer que isso [o mosquito] é um problema de todos nós”, considerou.

Os militares vão distribuir cerca de quatro milhões de panfletos informativos sobre como eliminar os focos de proliferação do mosquito. A ação deve atingir cerca de três milhões de residências em todo o País.

“Nós levaremos à população folhetos com as medidas e ações que devem ser adotadas pelas pessoas e as famílias, dentro das suas casas”, disse. “Mobilizamos o efetivo das Forças Armadas para que todos [da sociedade] se mobilizem permanentemente”, indicou.

Segundo o ministro da Defesa, a escolha das cidades levou em consideração o alto índice de incidência das doenças relacionadas ao Aedes aegypti e a proximidade de efetivo das Forças Armadas. Ele lembrou que cerca de 60% dos nascedouros do mosquito estão nas residências e, por isso, é importante mobilizar a população no combate ao inseto.

“Não adianta o Poder Público limpar áreas públicas se não houver uma ação da população que remova os focos do mosquito de dentro das casas. Sem isso, essa campanha não será vitoriosa”, afirmou.

Cronograma

A mobilização é a segunda etapa do cronograma criado pelo Ministério da Defesa, que já promoveu a eliminação de focos do mosquito em unidades das Forças Armadas e órgãos públicos.

Em uma terceira etapa, o cronograma prevê a ação de militares em conjunto com agentes de saúde. Eles visitarão residências para eliminar nascedouros do mosquito entre os dias 15 e 18 de fevereiro. 

Já a quarta fase do plano da Defesa será desenvolvida em parceria com o Ministério da Educação, entre 19 de fevereiro e 4 de março, quando as escolas públicas serão visitadas por militares, em palestras aos estudantes sobre a necessidade de combater o Aedes aegypti.

Veja a lista completa de ministros que participarão da mobilização contra o Aedes aegypti no próximo sábado: 

  • Gilberto Occhi (Integração Nacional) – Aracaju (SE)
  • Valdir Simão (Planejamento) – Belém (PA)
  • Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário)  Belo Horizonte (MG)
  • Marcos Jorge de Lima (Secretário executivo do Ministério do Esporte) – Boa Vista (RR)
  • Alexandre Tombini (Banco Central) – Brasília (DF)
  • Aldo Rebelo (Defesa) – Campinas (SP)
  • George Hilton (Esporte) – Campo Grande (MS)
  • Carlos Higino (Controladoria-Geral da União) – Crato (CE)
  • Gilberto Kassab (Cidades) – Cuiabá (MT)
  • Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) – Curitiba (PR)
  • Guilherme Walter Ramalho (Aviação Civil) – Feira de Santana (BA)
  • Míriam Belchior (presidenta da Caixa) – Florianópolis (SC)
  • José Eduardo Cardozo (Justiça) – Fortaleza (CE)
  • Nelson Barbosa (Fazenda) – Goiânia (GO)
  • Henrique Eduardo Alves (Turismo) – João Pessoa (PB)
  • Gustavo do Vale (presidente da Infraero) – Macapá (AP)
  • Edinho da Silva (Secretaria de Comunicação Social) – Maceió (AL)
  • Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) – Manaus (AM)
  • Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) – Natal (RN)
  • Izabela Teixeira (Meio Ambiente) – Niterói (RJ)
  • Aloizio Mercadante (Educação) – Osasco (SP)
  • Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência Social) – Palmas (TO)
  • Eduardo Braga (Minas e Energia) – Porto Alegre (RS)
  • Carlos Gabas (secretário especial da Previdência) – Porto Velho (RO)
  • Tereza Campello (Desenvolvimento Social) – Recife (PE)
  • Juca Ferreira (Cultura) – Rio Branco (AC)
  • Marcelo Castro (Saúde) – Salvador (BA)
  • Helder Barbalho (Portos) – Santos (SP)
  • Jaques Wagner (Casa Civil) – São Luís (MA)
  • Antonio Carlos Rodrigues (Transportes) – São Paulo (SP)
  • Nilma Lino Gomes (Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos) – Teresina (PI)
  • Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) – Vitória (ES)

 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Defesa

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