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Saúde

Entrada de militares nas casas é ‘necessidade de segurança de saúde’, diz ministro

Combate ao mosquito

Segundo Aldo Rebelo, um terço dos imóveis vistoriados em SP estavam fechados; MP permite entrada forçada em locais suspeitos de abrigar Aedes aegypti
por Portal Brasil publicado: 04/02/2016 21h20 última modificação: 04/02/2016 21h20

N“Bom dia, Ministro” desta quinta-feira (4), o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, falou sobre atuação dos membros das Forças Armadas no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, a febre chikungunya e o vírus zika. Rebelo explicou que a entrada forçada de agentes públicos em imóveis públicos e privados para ações de combate mosquito, autorizada por medida provisória, é uma necessidade de segurança de saúde.

“Em São Paulo, por exemplo, de 33 mil imóveis visitados pelos militares, 10 mil estavam fechados. São armazéns, terrenos, residências que estavam sem a presença de ninguém. Além disso, em quase mil não havia pessoas autorizadas para permitir a entrada de agentes, apenas vigias, fiscais ou porteiros”, disse o ministro.

“Todos estão motivados para apoiar o Brasil, porque a questão de saúde é também uma questão da segurança do País. E isso nós compreendemos como atividade auxiliar que nos compete”,acrescentou.

As visitas domiciliares das três forças acompanhando os agentes de saúde é a terceira etapa da atuação dos militares no combate ao mosquito Aedes aegypti. Entre os dias 15 e 18 de fevereiro, cerca 50 mil de militares estarão diretamente envolvidos no combate ao mosquito, inspecionando possíveis focos de proliferação e, se for o caso, fazendo aplicação de larvicida em criadouros.

Para Rebelo, a participação da população tem papel “essencial e decisivo” no sucesso da campanha.“Como as doenças não têm vacina, a vacina é a mobilização e a conscientização da sociedade”,alertou o ministro.

A primeira etapa da campanha, que começou no dia 29 de janeiro, foi um mutirão de limpeza nas 1,2 mil organizações militares espalhadas por todo o Brasil. A segunda etapa ocorre no dia 13 de fevereiro e prevê a mobilização de 60% do efetivo total das Forças Armadas –cerca 160 mil homens e mulheres do Exército, 30 mil da Marinha e 30 mil da Força Aérea Brasileira.

A meta é visitar 3 milhões de residências, em 356 municípios, para conscientizar e orientar a população no combate ao mosquito. Também serão distribuídos panfletos com um número de telefone local que irá receber denúncias de locais onde possivelmente haja proliferação do mosquito.

A última ação militar prevista será em parceria com o Ministério da Educação, com visitas às escolas e conscientização das crianças e adolescentes sobre como evitar a proliferação do mosquito transmissor.

Fonte: Blog do Planalto

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