Você está aqui: Página Inicial > Saúde > 2016 > 02 > Estados Unidos e Brasil se unem para combater o zika vírus

Saúde

Estados Unidos e Brasil se unem para combater o zika vírus

Cooperação

O vírus atualmente está circulando em cerca de 30 países, especialmente na América Latina e no Caribe
por Portal Brasil publicado: 10/02/2016 11h06 última modificação: 01/03/2016 16h00

Desenvolver uma vacina contra a ação do zika vírus é um dos objetivos de uma agenda positiva criada pelos Estados Unidos, em parceria com entidades científicas brasileiras. A informação da agenda, publicada pela Agência Brasil, foi comunicada pelo Instituto Norte-Americano de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid), organização que coordena pesquisas para combater doenças infecciosas, imunológicas e alérgicas. Estudos estão sendo realizados para analisar a ligação entre o zika vírus e casos de microcefalia.

De acordo com o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Luiz Alberto Figueiredo Machado, a cooperação entre instituições norte-americanas e brasileiras de pesquisa já vinha ocorrendo para combater a dengue. Segundo ele, a ampliação dessa cooperação, com o objetivo de incluir o combate ao zika, foi o assunto mencionado no telefonema da presidenta Dilma Rousseff ao presidente Barack Obama, em 29 de janeiro último.  “O vírus zika gerou uma crise [de saúde] global e tem de ser atacado por todos os meios possíveis”, disse o embaixador.

O governo norte-americano pediu autorização do Congresso para a liberação de US$ 1,8 bilhão para combater o vírus zika. Parte desse dinheiro (US$ 41 milhões) será alocada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos em outros países. Sobre o repasse ao Brasil, os recursos serão transferidos para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que vai aplicar o dinheiro na melhoria do diagnóstico do vírus, na implementação de equipamentos de controle da doença e no treinamento dos profissionais que lidam com as pessoas afetadas.

O diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, Tom Frieden, considera importante a aprovação desses recursos emergenciais. No entanto, ele alerta para a necessidade de que sejam adotados procedimentos práticos e imediatos: "Reduzir a ameaça do zika não vai ser rápido ou fácil", disse Frieden. E acrescentou: "É muito difícil para um país se livrar dos mosquitos que transmitem o vírus, e a aparente conexão com microcefalia é sem precedentes”.

Segundo Frieden, “a prioridade agora é reduzir o risco para as mulheres grávidas, para que possam proteger a sua saúde e a de seus bebês".

O zika atualmente está circulando em cerca de 30 países, especialmente na América Latina e no Caribe. A necessidade do desenvolvimento da vacina contra o vírus foi mencionada também em uma declaração conjunta, assinada por representantes do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Brasil, em Manaus, em dezembro de 2015.

Desde então, técnicos dos dois institutos vêm se reunindo frequentemente com o objetivo de aprofundar as pesquisas sobre o tema, informou o Niaid. As discussões entre as duas entidades ganharam relevância à medida que, coincidentemente, a epidemia se espalhou no Brasil e em outros países – no início deste ano.

A colaboração entre autoridades norte-americanas e cientistas brasileiros não se resume ao Instituto Fiocruz. Segundo o Niaid, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o CNPq, o Instituto Butantã e várias universidades brasileiras vêm mantendo colaboração, em diversos níveis, com entidades de saúde norte-americanas visando a combater a doença.

Na etapa atual, anterior à aprovação dos recursos emergenciais para combater a epidemia da doença, solicitada pelo presidente Barack Obama, o orçamento para as pesquisas sobre o zika e outros vírus similares corresponde a US$ 100 milhões. De acordo com o Niaid, trata-se de um orçamento “limitado” devido ao fato de o zika ser um fenômeno emergente, que ganhou contornos de preocupação mundial nos últimos meses.

Em 2015, o Niaid disponibilizou US$ 17 milhões para apoiar os cientistas brasileiros em projetos colaborativos de pesquisas na área de doenças infecciosas. Com o alastramento do vírus zika, porém, os cientistas brasileiros podem tentar se associar a outros projetos. O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH), por exemplo, acaba de anunciar que vai incluir, entre suas prioridades, o financiamento para investigar como a infecção pelo vírus zika pode afetar a reprodução, a gestação e o desenvolvimento do feto.

O NIH é uma agência de pesquisa médica que engloba 27 institutos e centros de saúde em território norte-americano.

Uma das prioridades do programa é estabelecer de forma conclusiva o papel que o vírus zika desempenha no aumento dos casos de microcefalia. No Brasil, mais de 4 mil casos de microcefalia foram registrados desde outubro de 2015. Em 2014, houve apenas 147 casos conhecidos da doença. Além disso, os cientistas querem saber se há outros fatores que provocam a microcefalia.

Transmissão

O programa vai analisar também se o zika pode ser sexualmente transmissível. A investigação permitirá saber se os governos devem adotar políticas para evitar a propagação do vírus por meio do sexo. Além disso, os estudos podem indicar se o zika representa perigo para a fertilização in vitro e outras técnicas de reprodução assistida.

Fonte: Portal Brasil com informações da Agência Brasil

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

Missão Transplante

Últimos vídeos

ANS regulamenta contratação online de planos de saúde
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) cria regras que dão mais segurança ao consumidor que for contratar um plano de saúde pela internet
Governo destinará R$ 1 bilhão às Unidades de Pronto Atendimento
Ministério da Saúde registrou economia R$ 1 bilhão após renegociação de contratos e outras medidas. Recursos serão destinados às UPAs e Santas Casas
Governo prepara campanha para combater o mosquito Aedes aegypti
A mobilização de combate ao mosquito Aedes aegypti será nacional. Confira o detalhamento das ações
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) cria regras que dão mais segurança ao consumidor que for contratar um plano de saúde pela internet
ANS regulamenta contratação online de planos de saúde
Ministério da Saúde registrou economia R$ 1 bilhão após renegociação de contratos e outras medidas. Recursos serão destinados às UPAs e Santas Casas
Governo destinará R$ 1 bilhão às Unidades de Pronto Atendimento
A mobilização de combate ao mosquito Aedes aegypti será nacional. Confira o detalhamento das ações
Governo prepara campanha para combater o mosquito Aedes aegypti

Últimas imagens

A quantidade de Caps no País cresceu 1.479,7% entre 1998 (148) e 2016 (2.338)
A quantidade de Caps no País cresceu 1.479,7% entre 1998 (148) e 2016 (2.338)
Arquivo/EBC
Os dois nomes foram sabatinados e aprovados pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal (CAS)
Os dois nomes foram sabatinados e aprovados pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal (CAS)
Divulgação/EBC
Força Nacional do SUS viajou para a Colômbia em avião da FAB
Força Nacional do SUS viajou para a Colômbia em avião da FAB
Foto: Tenente Enilton/Força Aérea Brasileira
Redução das mortes é resultado do incentivo ao diagnóstico e início precoce do tratamento
Redução das mortes é resultado do incentivo ao diagnóstico e início precoce do tratamento
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Mais de 2,2 mil municípios participaram do levantamento do Ministério da Saúde sobre as doenças
Mais de 2,2 mil municípios participaram do levantamento do Ministério da Saúde sobre as doenças
Divulgação/Governo do Mato Grosso

Governo digital