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Saúde

Estudantes da rede pública entram na luta contra o Aedes

#ZikaZero nas Escolas

Jovens ajudam escola e familiares a combater focos do mosquito transmissor do zika vírus, da dengue e da chikungunya
por Portal Brasil publicado: 19/02/2016 03h21 última modificação: 24/02/2016 10h55

A mobilização contra o mosquito Aedes aegypti, que começa nesta sexta-feira (19) na rede pública de ensino, já conta com o apoio dos estudantes e professores. Cada vez mais jovens entram na luta para ajudar o País a eliminar o transmissor do zika vírus, dengue e febre chikungunya.

Um exemplo dessa participação ativa ocorre no Centro de Ensino Fundamental 01, no Cruzeiro Velho, bairro do Distrito Federal. Nessa escola da rede pública, os alunos estão ajudando funcionários a prevenir focos do mosquito e a eliminar os criadouros existentes desse vetor de doenças.

“Esse mosquito pode até levar à morte”, alerta o estudante Rafael Martins, 15 anos. As lições aprendidas sobre essa guerra para impedir o mosquito de nascer acabam sem levadas para casa. “Eu sempre converso com minha família e oriento meus irmãos mais novos”, comenta Reinaldo Marques, 13 anos.

Marque e Martins se juntaram, recentemente, a outros estudantes num mutirão que percorreu as dependências da escola. Nessa vistoria, olharam tudo: se garrafas e latas estão com bocas viradas para baixo, se pneus que rodeiam plantas estão permanentemente secos, se não há lixo no chão e se embalagens encontradas estão corretamente descartadas. 

“Se fosse só eu seria difícil, mas se formos todos nós, em uma só causa para combater o mosquito, isso é mais fácil. E para ser fácil tem que ter espírito de equipe cada um fazendo sua parte, mas todos juntos colaborando”, comenta a estudante Kátia Lorrane, 15 anos.

Entre os alunos há aqueles que foram picados e que tem histórias para contar sobre o que é ficar doente por causa do mosquito. “Já fui picada e a sensação de dengue é a pior que existe (...) Parece que a gente vai morrer, eu fiquei duas semanas internada em hospital”, conta Beatriz Marinho de Carvalho, de 15 anos. Após a dengue, diz, os cuidados em casa e na vizinhança aumentaram.

Gabriel Koschevitz, 13 anos, também teve dengue. E, por conta dessa experiência, está se formando um jovem consciente sobre a importância de combate ao transmissor do zika, dengue e chikungunya.

Das informações que aprende na escola sobre o tema ele diz ter alertado os familiares para situações de risco em casa. “Em casa há um reservatório de água e eu chamei a atenção do meu pai para tampar aquilo de alguma maneira”, conta. “E na escola a gente tem que estar sempre ajudando a tirar os focos.”

A mobilização escapa os limites da escola. Rian Barbosa, de 14 anos, é quem lembra que conhecimento não é para ser guardado. "Nós, estudantes, podemos compartilhar informações pela internet, orientando as pessoas como orientamos na escola. Se todos se unirem vai ser fácil combater o mosquito."

Mobilização

Nesta sexta-feira (19), a comunidade educacional da rede pública está mobilizada para intensificar as ações para eliminar a infestação no Brasil do mosquito. Uma grande ação do governo federal em parceria com Estados e municípios está sendo iniciada em diversas cidades brasileiras em um trabalho que conta com o apoio de milhares de militares e das autoridades.

A iniciativa busca conscientizar e preparar estudantes, professores e servidores da educação de 188.673 escolas públicas, 63 universidades e 40 institutos e centros de educação tecnológica a ajudar a população a eliminar o mosquito Aedes aegypti.

Fonte: Portal Brasil, com informações do MEC e do Ministério da Saúde

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