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Saúde

Mais Médicos levou 18,2 mil profissionais a lugares onde saúde não chegava

Saúde básica

Mais de 63 milhões de brasileiros, que antes não contavam com atendimento médico periódico, são atendidos pelo Programa Mais Médicos
por Portal Brasil publicado: 28/02/2016 12h48 última modificação: 28/02/2016 12h48
Divulgação/Ministério da Saúde Em dois anos, foram R$ 5,1 bilhões investidos para o enfrentamento da insuficiência ou mesmo da ausência de médicos nas periferias das grandes cidades e nos pequenos municípios

Em dois anos, foram R$ 5,1 bilhões investidos para o enfrentamento da insuficiência ou mesmo da ausência de médicos nas periferias das grandes cidades e nos pequenos municípios

Nos locais mais distantes dos grandes centros urbanos, sempre foi difícil encontrar atendimento médico adequado. A distância e o isolamento de certas comunidades do sertão nordestino às populações ribeirinhas, passando pelas regiões periféricas das grandes cidades deixava o trabalho ainda mais difícil. Mas, desde 2013, o Programa Mais Médicos tornou o atendimento à saúde básica realidade para 63 milhões de brasileiros que antes não tinham acesso ao serviço de forma contínua.

Em seus dois anos de existência, o programa levou 18.240 médicos para 4.058 municípios, o que equivale a 73% dos municípios brasileiros, e para 34 distritos de saúde indígenas. Com esse acréscimo, agora são 134 milhões de pessoas atendidas pela Estratégia Saúde da Família, que cuida da saúde básica familiar. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 80% dos problemas que levam as pessoas a procurar atendimento podem ser solucionados com o acompanhamento da saúde familiar.

Foram R$ 5,1 bilhões investidos para o enfrentamento da insuficiência ou mesmo da ausência de médicos nas periferias das grandes cidades, nos pequenos municípios, comunidades quilombolas indígenas e assentadas, entre outras, que nunca contaram ou não conseguiam fixar profissionais da saúde. A previsão é que neste ano, em 2016, o orçamento seja maior do que nos últimos, com R$ 2,7 bilhões.

O investimento não é somente em contratação de médicos, mas também na melhora da infraestrutura e, com isso, na expansão da rede de saúde. Com mais de R$ 5 bilhões para o financiamento de construções, ampliações e reformas, o Programa impacta mais de 26 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) em 5 mil municípios brasileiros.

Mais educação também

Além do investimento em levar médicos para locais afastados e garantir atendimento de saúde à população mais necessitada, o programa Mais Médicos também financia a abertura de vagas em cursos de medicina em todo o País. Nos dois anos de Programa, 5.306 vagas para formar novos médicos foram criadas em 1.690 universidades públicas e em 3.616 universidades privadas.

Pela primeira vez, as cidades do interior passaram a ter mais vagas que as capitais, e as regiões Norte e Nordeste alcançam a proporção de vagas das regiões Sul e Sudeste. Já em 2014, foram aprovadas as Novas Diretrizes Curriculares para os Cursos de Medicina, que tem até 2018 para adequarem seus currículos. A palavra de ordem é expandir e descentralizar os cursos para formação de médicos,  universalizar a residência médica e melhorar a qualidade das duas formações.

Outra frente da educação no Mais Médicos é a especialização dos profissionais de saúde. Com o Mais Médicos, foi instituída uma especialidade central na formação da maioria dos especialistas do país: a Medicina Geral de Família e Comunidade, a exemplo do que há muitos anos fizeram países como Inglaterra, Canadá, Espanha, Cuba e Portugal.

Além da melhoria na formação dos médicos, com a especialização, facilita a fixação dos profissionais nos municípios de atuação. Para alterar a realidade de concentração de oportunidades na região Sudeste, o Programa Mais Médicos criou 4.742 vagas de residência médica em todo o Brasil. O objetivo é universalizar esse número e ter a certeza que, a cada médico formado, haverá uma vaga de especialização.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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