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Saúde

Mobilização contra o zika é articulada em tempo real por Sala Nacional de Coordenação

Esforço conjunto

Governo faz controle de atividades em 353 cidades do País; centro também monitora meta de visitar 67 milhões casas
por Portal Brasil publicado: 13/02/2016 12h37 última modificação: 13/02/2016 14h09

As ações pela erradicação do mosquito transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus, desenvolvidas, neste sábado (13), pelo governo federal em 353 cidades do País, estão sendo monitoradas em tempo real na Sala Nacional de Coordenação e Controle para Combate ao Aedes aegypti. A sala funciona em Brasília, nas instalações do Centro Nacional de Gerenciamento de Risco e Desastres (Cenad), onde estão reunidos técnicos dos ministérios da Casa Civil, Defesa, Desenvolvimento Social, Educação, Integração, Saúde e da Secretaria Geral da Presidência.

De acordo com o coordenador da Sala, Marcos Quito, a unidade foi criada em novembro do ano passado como parte do sistema de resposta à emergência de saúde pública decretada pelo governo federal para combater o Aedes. “Essa declaração de emergência fez com que o governo federal estabelecesse uma sala de coordenação e controle para o eixo 1, que é o combate ao mosquito Aedes aegypti”, diz.

Existe também uma integração remota com outras 27 salas instaladas em todos os Estados e no Distrito Federal. “A dinâmica de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti é gerenciada do ponto de vista nacional por essa sala. E, em especial, no Dia de Mobilização, toda intensificação dos esforços nos Estados e nos municípios, articulados com gestores municipais, Estaduais e as salas de coordenação e controle, que existem nas 27 unidades federadas”, explica.

67 milhões de casas

Segundo Quito, é a partir da sala no Cenad que estão sendo acompanhadas, dia a dia, a atuação de agentes de saúde, homens das Forças Armadas, Polícia Militar e Bombeiros realizadas no País com o objetivo de visitar os 67 milhões de imóveis registados no País, conforme cálculo do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE).

“Esses atores vão visitar esses 67 milhões de imóveis para identificar aqueles domicílios que possuem criadouros do mosquito Aedes aegypti. Havendo criadouros, os agentes vão orientar o dono da casa a retirar esses focos, destruir esse reservatórios, e naqueles reservatórios que não puderem ser destruídos, nós vamos colocar o larvicida para que, por pelo menos 60 dias, não nasçam larvas e elas não se proliferem”, conta.

Já foram visitadas mais de 25 milhões de residências no País, o que equivale a 37% do total de imóveis. Em 885 mil desses imóveis foram identificadas criadouros de Aedes, o que significa 3,7% do total de residências visitadas. A meta é revisitar todas as casas até o final deste semestre enquanto a campanha de combate ao mosquito está em andamento e, ao final, reduzir o percentual de imóveis com focos para 1% do total.

Quito ressalta que as pessoas precisam deixar os agentes entrarem nas suas casas. Em 18,7% das casas, os agentes não conseguiram entrar em imóveis fechados, abandonados ou nos quais os proprietários não autorizaram.

Ou seja, 5,8 milhões de casas deixaram de ser verificadas no esforço para erradicar o Aedes aegypti em seu principal local de nascimento. Estima-se que 2/3 dos nascedouros do mosquito estejam nas casas dos brasileiros. “É importante que todas as pessoas permitam a entrada dos agentes nas suas casas”, observa. “Todos nós temos de dar a nossa cota de responsabilidade”, afirma.

Fonte: Portal Brasil

Infográfico - Sala de controle

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