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Saúde

Brasil adotará novo protocolo de notificação de microcefalia

Diagnóstico

Ministério da Saúde vai utilizar padrões recomendados pela Organização Mundial da Saúde
publicado: 02/03/2016 11h09 última modificação: 02/03/2016 16h39
Divulgação/EBc Serão notificadas como casos suspeitos de microcefalia meninas que nascerem com o perímetro cefálico menor que 31,5 centímetros e meninos com menos que 31,9 centímetros

Serão notificadas como casos suspeitos de microcefalia meninas que nascerem com o perímetro cefálico menor que 31,5 centímetros e meninos com menos que 31,9 centímetros

O Ministério da Saúde decidiu alterar o protocolo de notificação da microcefalia, seguindo os novos critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS). A partir desta semana, serão notificados como casos suspeitos de microcefalia meninas que nasceram com o perímetro cefálico menor que 31,5 centímetros e meninos com menos de 31,9 centímetros.

Para a confirmação do diagnóstico, são necessários exames que mostrem que o cérebro está comprometido.

Inicialmente, o Ministério da Saúde adotava 33 centímetros como ponto de partida. Em seguida, passou a adotar os critérios da OMS e começou a notificar como casos suspeitos meninos e meninas com menos de 32 centímetros de perímetro cefálico. Esse ainda é o critério usado. O anúncio da mudança deve ser feito nesta quinta-feira (3).

“O que já está notificado, a gente vai submeter aos exames; agora, vamos ter um rigor maior nas novas notificações”, explicou o ministro da Saúde, Marcelo Castro, em evento na embaixada da França, na qual os dois países fizeram uma declaração de intenções de firmarem parcerias em pesquisas relacionadas ao vírus zika.

A Polinésia Francesa, território francês, foi o primeiro lugar a registrar uma epidemia de zika, em 2014. Desde então, a França começou a pesquisar o vírus.

Atualmente, o Brasil tem parcerias com os Estados Unidos. Entre elas, o desenvolvimento da vacina contra o vírus zika, de tratamentos para a infecção e também de tecnologias de combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor do zika e da dengue.

Boletim divulgado, na segunda-feira (1º), pelo Ministério da Saúde confirmou 641 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita. Outros 4.222 casos suspeitos estão sendo investigados em todo o País.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil 

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