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Saúde

Governo investiga 4.222 casos suspeitos de microcefalia

Ministério da Saúde

O novo boletim aponta que 1.046 notificações já foram descartadas e 641 confirmadas para microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita
por Portal Brasil publicado: 01/03/2016 20h19 última modificação: 03/03/2016 11h30
Foto: Pref. de Mogi Guaçu/SP O Ministério da Saúde orienta as gestantes a adotar medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti

O Ministério da Saúde orienta as gestantes a adotar medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti

O Ministério da Saúde e os Estados investigam 4.222 casos suspeitos de microcefalia em todo o país. Isso representa 71,5% dos casos notificados. O novo boletim divulgado nesta terça-feira (1º) aponta, também, que 1.046 notificações já foram descartadas e 641 confirmadas para microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita. Ao todo, 5.909 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 27 de fevereiro.

Os 641 casos confirmados ocorreram em 250 municípios, localizados em 15 unidades da federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Pará, Rondônia, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Já os 1.046 casos foram descartados por apresentarem exames normais, ou apresentarem microcefalias e/ou alterações no sistema nervoso central por causas não infeciosas.

Cabe esclarecer que o Ministério da Saúde está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos Estados e a possível relação com o zika vírus e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do zika, como sífilis, toxoplasmose, outros agentes infecciosos, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.

De acordo com o informe, os 5.909 casos noticiados, desde o início das investigações no dia 22 de outubro do ano passado – foram registrados em 1.143 municípios de 25 unidades da federação. A região Nordeste concentra 81% dos casos notificados, sendo que Pernambuco continua com o maior número de casos que permanecem em investigação (1.672), seguido dos Estados da Bahia (817), Paraíba (810), Rio Grande do Norte (383), Ceará (352), Rio de Janeiro (261), Alagoas (222), Sergipe (192) e Maranhão (192).

Ao todo, foram notificados 139 óbitos por microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto (natimorto) ou durante a gestação (abortamento ou natimorto). Destes, 31 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 96 continuam em investigação e 12 já foram descartados.

Do total de casos de microcefalia confirmados, 82 foram notificados por critério laboratorial específico para o zika vírus. No entanto, o Ministério da Saúde ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pasta considera que houve infecção pelo zika na maior parte das mães que tiveram bebês, cujo diagnóstico final foi de microcefalia.

Até o momento, estão com circulação autóctone do vírus zika 22 unidades da federação: Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

Orientação

O Ministério da Saúde orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

Distribuição dos casos notificados de microcefalia por UF, até 27 de fevereiro de 2016
Regiões e Unidades Federadas Casos de microcefalia e/ou malformações, sugestivos de infecção congênita Total acumulado (1) de casos notificados de 2015 a 2016
Em investigação Confirmados (2,3) Descartados (4)
Brasil  4.222 641 1.046 5.909
Alagoas 92 30 100 222
Bahia 603 136 78 817
Ceará 271 33 48 352
Maranhão 148 25 19 192
Paraíba 441 63 306 810
Pernambuco 1.232 215 225 1.672
Piauí 77 46 15 138
Rio Grande do Norte 281 77 25 383
Sergipe 180 0 12 192
Região Nordeste 3.325 625 828 4.778
Espírito Santo 69 3 8 80
Minas Gerais 28 0 39 67
Rio de Janeiro 255 2 4 261
São Paulo 125 (*5) 0 41 166
Região Sudeste 477 5 92 574
Acre 24 0 0 24
Amapá Sem registro Sem registro Sem registro Sem registro
Amazonas 7 0 0 7
Pará 15 1 0 16
Rondônia 6 2 3 11
Roraima 13 0 0 13
Tocantins 99 0 17 116
Região Norte 164 3 20 187
Distrito Federal 8 0 18 26
Goiás 79 6 14 99
Mato Grosso 125 0 52 177
Mato Grosso do Sul 6 1 5 12
Região Centro-Oeste 218 7 89 314
Paraná 3 0 15 18
Santa Catarina 0 0 1 1
Rio Grande do Sul 35 1 1 37
Região Sul 38 1 17 56
Fonte: Secretarias de Saúde dos Estados e Distrito Federal (dados atualizados até 27/2/2016)
  • 1 – Número cumulativo de casos notificados que preenchiam a definição de caso operacional anterior (33 cm), além das definições adotadas no Protocolo de Vigilância (a partir de 09/12/2015) que definiu o Perímetro Cefálico de 32 cm para recém-nascidos com 37 ou mais semanas de gestação e demais definições do protocolo.
  • 2 – Apresentam alterações típicas: indicativas de infecção congênita, como calcificações intracranianas, dilatação dos ventrículos cerebrais ou alterações de fossa posterior entre outros sinais clínicos observados por qualquer método de imagem ou identificação do zika vírus em testes laboratoriais.
  • 3 – Foram confirmados 82 casos por critério laboratorial específico para vírus Zika (técnica de PCR e sorologia).
  • 4 – Descartados por apresentar exames normais, por apresentar microcefalia e/ou má-formações congênitas por causas não infecciosas ou por não se enquadrar nas definições de casos.
  • *5 – Conforme informado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”, da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, 125 casos se encontram em investigação para infecção congênita. Destes, 29 são possivelmente associados com a infecção pelo zika vírus, porém ainda não foram finalizadas as investigações.

Fonte: Ministério da Saúde

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