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Instituto em Salvador cria grupo de atenção a crianças com microcefalia

Apoio

Mães de bebês com microcefalia recebem assistência do Instituto Bahiano de Reabilitação, entidade filantrópica com 60 anos de atuação
publicado: 03/03/2016 12h28 última modificação: 03/03/2016 15h08

A cidade da Salvador (BA) conta com serviço de apoio a crianças com microcefalia. O Instituto Bahiano de Reabilitação (IBR), entidade filantrópica com 60 anos de atuação e especializada no atendimento às pessoas com deficiências neuromotoras oferece ajuda a famílias que necessitam de acompanhamento. 

A pequena Geovanna nasceu há quatro meses. Diagnosticada com microcefalia, a menina é levada uma vez por semana pela mãe Sílvia de Jesus Pinheiro ao Instituto. Um grupo de atenção às famílias de crianças com microcefalia foi criado no local. Professora do bairro Nordeste de Amaralina, na periferia de Salvador, Sílvia diz que a orientação dos profissionais vai ajudá-la a estimular o desenvolvimento da filha.

“Aqui tenho toda a assistência e começamos a participar do grupo com outras crianças. As expectativas são maravilhosas, sempre com muito otimismo, a certeza de que o bebê vai se desenvolver e sabendo que as pessoas estão aqui para ajudar com isso”, diz a mãe da menina, que recebeu atendimento do instituto antes mesmo da formação do grupo.

Equipes formadas por quatro profissionais de psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia já começaram a cuidar de sete crianças com microcefalia. Como o atendimento é novo, o número de crianças ainda é considerado baixo, mas tende a aumentar, segundo o coordenador do IBR, Rogério Gomes.

“O trabalho diferencial da psicologia é dar razão a essas mães. Elas têm razão de estarem preocupadas e de se sentirem desesperadas, em algum momento e, ao mesmo tempo, [o trabalho é] acolher esse sofrimento, trabalhar todo esse sofrimento, levando-as a estimular seus filhos, a vê-los não como uma patologia ou uma microcefalia, mas como um filho delas”, afirma a psicóloga Júlia Reis, que acompanha a mãe de Geovanna, Sílvia de Jesus Pinheiro.

“Sílvia já sinalizou para a gente o quanto mudou o dia a dia dela, a partir do momento em que [descobriu que] precisava estimular Geovanna. Ela já sabe que a filha precisa de atendimento especial, de estimulação mais específica. Nesse grupo, as crianças têm pouca idade, o trabalho da psicologia é mais forte. Cuidamos da mãe, para que ela possa cuidar da criança”, acrescentou a psicóloga.

O IBR é uma entidade filantrópica e funciona há 60 anos. Referência em reabilitação no Estado, o Instituto atende a qualquer pessoa com pedido e laudo médico e carteira do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Agência Brasil

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