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Saúde

Seis mulheres que mudaram a saúde

Exemplo

A médica Adriana Melo, da maternidade pública de Campina Grande, na Paraíba, dedica sua carreira ao atendimento de gestações de alto risco
por Portal Brasil publicado: 08/03/2016 19h54 última modificação: 10/03/2016 15h37

Dia 8 de março foi escolhido como Dia Internacional da mulher para ser símbolo da luta feminina por condições igualitárias na sociedade. A data é uma homenagem a 130 tecelãs que morreram em 1857 após uma greve por jornadas de trabalho mais justas nos Estados Unidos. Em 1977, a Organização das Nações Unidas adotou o dia para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres.

Apesar do avanço das políticas para reduzir as desigualdades, as diferenças salariais entre homens e mulheres, por exemplo, mostram a diferença que ainda existe diariamente. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2014, indica que as mulheres recebem em média 74,5% da renda dos homens.

Em meio a ambientes dominados por homens, algumas mulheres superaram os obstáculos e se destacaram com grandes contribuições para a história da humanidade. O Blog da Saúde conta brevemente a história de seis mulheres que fizeram diferença na história da saúde em épocas distintas. E o que elas têm em comum? Determinação e muitas horas de estudo dedicadas à pesquisa que mudaram o curso da história.

Margaret Chan – Diretora Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS)

A chinesa Margaret Chan é formada em medicina pela Universidade de Western Ontário (Canadá) e, desde 1978, dedica a carreira no campo da saúde pública. Em 2003, ele entrou para a OMS e, em 2006, foi nomeada diretora geral da instituição, cargo que ocupa até hoje. Chan liderou a OMS durante a epidemia do vírus Ebola que infectou mais de 23 mil pessoas em todo o mundo.

Letitia Mumford Geer  Inventora da seringa

A norte-americana registrou, no final do século XIX, um dispositivo utilizado diariamente na maioria das unidades de saúde de qualquer lugar do mundo. Ela desenvolveu um método de aplicação de substâncias por meio de um pistão, que hoje conhecemos como seringa. O material revolucionou o atendimento na época de seu desenvolvimento, por sua praticidade. Até hoje, a invenção de 1889 continua salvando vidas em todo o mundo.

Gertrude Elion  Prêmio Nobel de Medicina em 1988

A bioquímica e farmacologista nova-iorquina Gertrude Elion fez parte da equipe que ajudou a desenvolver diversos medicamentos importantes, para tratamento da leucemia e prevenir a rejeição do transplante renal. Seu campo de pesquisa foi motivado pela morte de seu avô, que morreu de câncer. Durante sua carreira desenvolveu 45 patentes e, em 1988, ganhou o Prêmio Nobel de Medicina.

 Françoise Barré-Sinoussi – Pesquisadora que descobriu o vírus HIV

A virologista francesa Françoise Barré-Sinoussi foi premiada com o Prêmio Nobel de Medicina pela descoberta do vírus do HIV em 1983, em uma pesquisa em parceria com Luc Montagnier. Durante mais de 30 anos de sua vida, ela concentrou sua pesquisa no HIV/AIDS e foi fundamental na investigação e as ações em países pobres. Foi também presidente da International AIDS Society (IAS) e continua trabalhando em prol da causa.

Adriana Melo – Primeira médica a apresentar provas da relação entre o zika vírus e a microcefalia

A médica da maternidade pública de Campina Grande, na Paraíba, dedica sua carreira ao atendimento de gestações de alto risco da região. Ela foi a primeira profissional de saúde a apresentar provas da relação entre o zika vírus e a microcefalia. Adriana achou estranho a quantidade de casos de fetos com a malformação e, após receber uma nota alertando para o aumento nos casos de microcefalia em mulheres que tiveram manchas vermelhas (sintoma de zika) nos primeiros meses de gravidez, pesquisou uma possível ligação entre os dois. Pouco tempo depois, em mostras de sangue e tecidos de um bebê que veio a óbito, foi identificada a presença do zika vírus.

Zilda Arns Neumann – Fundadora da Pastoral da Criança

Fundadora e coordenada da Pastoral da Criança, Zilda ajudou a criar o movimento que reduziu drasticamente a mortalidade infantil no Brasil. Pediatra de formação, foi uma das profissionais que ajudou a propagar o uso do soro caseiro no País. A solução simples formada de água, açúcar e sal evitou que crianças morressem de diarreia e desidratação. A mortalidade infantil caiu de 62 óbitos por mil para 20 por mil.

Seis mulheres que mudaram a saúde

Fonte: Portal Brasil, com informações do Blog da Saúde

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Assunto(s): Saúde

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