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Saúde

Estudo nos EUA reconhece relação entre zika vírus e microcefalia

#ZikaZero

Centro de pesquisa norte-americano valida cientificamente as descobertas feitas no Brasil
por Portal Brasil publicado: 14/04/2016 16h30 última modificação: 14/04/2016 17h08
Ministério da Saúde A relação entre o Zika e a microcefalia já havia sido reconhecida e anunciada pelo governo brasileiro

A relação entre o Zika e a microcefalia já havia sido reconhecida e anunciada pelo governo brasileiro

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças Transmissíveis (CDC) dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (13), a confirmação da relação entre o zika e a ocorrência de microcefalia em bebês cujas mães foram infectadas pelo vírus. O estudo realizou uma revisão rigorosa das evidências já existentes e concluiu que o zika é a causa da microcefalia e outros danos cerebrais identificados em fetos.

Para embasar o estudo norte-americano, foram analisadas pesquisas da comunidade médica e científica de diversos países, entre eles o Brasil, que é pioneiro no estudo do zika vírus associado à microcefalia. O CDC é parceiro do Brasil nas investigações, como parte do esforço mundial para as descobertas relacionadas ao tema. 

De acordo com o diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, o anúncio é importante para validar cientificamente as descobertas feitas no Brasil. “O artigo faz uma análise importante e organiza as informações já existentes, muitas delas geradas por estudos brasileiros, o que corrobora a validade dessa afirmação”, avalia Maierovitch. 

A relação entre o zika e a microcefalia já havia sido reconhecida e anunciada pelo governo brasileiro em novembro de 2015, quando o vírus foi identificado em amostras de sangue e tecidos de um bebê com microcefalia e também no líquido amniótico de duas gestantes. Desde então, diversas outras evidências foram encontradas, como vermelhidão na pele durante o primeiro trimestre da gravidez – que é um dos sintomas do zika  em grande parte das mulheres que tiveram bebês com microcefalia nos Estados da Bahia, Paraíba e Pernambuco.

Para o diretor do CDC, Tom Frieden, a revisão das evidências deixa claro o vínculo entre o vírus e a ocorrência de malformações. “Esse estudo marca uma virada na epidemia de zika. Agora está claro que o vírus causa microcefalia”, esclareceu o diretor no material publicado pela instituição. 

O estudo afirma ainda, assim como já havia sido explicado pelo Ministério da Saúde, que apesar de a relação estar confirmada, não significa que toda mulher que for infectada pelo vírus durante a gravidez dará à luz um bebê com microcefalia. “Foi notado durante a epidemia de zika que algumas mulheres infectadas tiveram bebês saudáveis”, conclui o CDC.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia declarado, publicamente, que eram fortes as evidências da associação entre o zika e a microcefalia. Segundo a diretora da OMS, Margaret Chan, “desde a primeira reunião do comitê de emergência sobre o zika, em 1º de fevereiro, novas pesquisas clínicas e epidemiológicas reforçaram substancialmente a associação entre o zika e a ocorrência de malformações fetais e doenças neurológicas”. 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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