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Saúde

Campanha de vacinação contra a gripe acaba nesta sexta-feira (20)

Prevenção

Balanço do Ministério da Saúde mostra que 78,2% do público-alvo já se vacinou; no total, nove Estados superaram a meta
por Portal Brasil publicado: 19/05/2016 19h11 última modificação: 23/05/2016 13h31
Emerson Ferraz/Prefeitura de Sorocaba Meta é vacinar, pelo menos, 80% das 49,8 milhões de pessoas que compõem a população prioritária

Meta é vacinar, pelo menos, 80% das 49,8 milhões de pessoas que compõem a população prioritária

A população considerada de risco para as complicações da gripe tem até esta sexta-feira (20) para se vacinar contra a influenza. Balanço do Ministério da Saúde registra que, até o momento, 78,2% do público-alvo já foi imunizado na campanha deste ano em todo o País, 40 milhões de pessoas.

A meta é vacinar, pelo menos, 80% das 49,8 milhões de pessoas que compõem a população prioritária. Para isso, foram disponibilizadas pelo governo federal aos Estados 54 milhões de doses da vacina. Cem por cento das doses da vacina foram entregues pelo Ministério da Saúde aos gestores estaduais até o dia 13 de maio, cumprindo o acordo firmado no âmbito da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), da qual fazem parte União, Estados e municípios.

"Embora o encerramento da campanha esteja programado para esta sexta, os Estados que ainda não alcançaram a meta ou ainda possuírem doses disponíveis, podem seguir vacinando a população prioritária", explica o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Antonio Nardi.

De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde, destacam-se nove Estados que já bateram a meta e alcançaram cobertura superior a 80%: São Paulo (89,4%), Distrito Federal (89,2%), Espírito Santo (87,6%), Amapá (86%), Santa Catarina (85,8%), Rondônia (85,3%), Paraná (84%), Rio Grande do Sul (83,1%) e Goiás (81,8%).

"O Ministério da Saúde cumpriu, rigorosamente, o combinado com os Estados e municípios para a campanha nacional de vacinação contra a gripe no que diz respeito à entrega das vacinas e à quantidade de doses para imunizar o público-alvo. O cronograma foi cumprido, o que possibilitou a que muitos Estados do País conseguissem, inclusive, adiantar a vacinação", destaca o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), João Gabardo.

O presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Junqueira, reforçou a importância de seguir a recomendação do Ministério da Saúde para vacinação, apenas, do público prioritário. "Durante toda a campanha, conversamos com secretários municipais de saúde de todo o País para não vacinar quem está fora do público-alvo da campanha. Temos de dar prioridade para a população mais vulnerável que nós mesmos, dos municípios, definimos junto aos Estados e governo federal", observou.

Vacinação antecipada

Em todo o País, 22 Estados da Federação puderam adiantar suas vacinações, o que permitiu a alta cobertura vacinal alcançada até este momento. "O Ministério da Saúde adquiriu doses em quantidade superior ao público-alvo, o que chamamos de reserva técnica. São mais de 4,2 milhões de doses a mais. O início do envio das doses no dia 1º de abril permitiu a antecipação da vacinação em vários Estados", complementou o secretário. É de responsabilidade dos Estados encaminhar as doses aos municípios.

Até o momento, a Região Sul apresentou o melhor desempenho em relação à cobertura vacinal contra a influenza, com 84%, seguida pelas Regiões Sudeste (83%); Centro-Oeste (75,7%); Norte (73,3%) e Nordeste (70%).

Dentre os grupos prioritários para a vacinação, os trabalhadores de saúde apresentam, até o momento, a maior cobertura, com 3,9 milhões de doses aplicadas, o que representa 95,2% dos profissionais a serem vacinados. Em seguida estão as puérperas, com 323,7 vacinadas (88,2%); 17 milhões de idosos (81,6%); crianças de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), com 9,2 milhões de vacinados (72,1%); 1,4 milhão de gestantes (62,9%). 

Com 331,2 mil doses aplicadas, 53,2% dos indígenas já foram vacinados. Como a vacinação desse grupo é realizada em áreas remotas, a atualização dos dados segue outra dinâmica. Também foram aplicadas 7,4 milhões de doses nos grupos de pessoas com comorbidade, população privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional. Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, o que inclui pessoas com deficiências específicas, também devem se vacinar. Para esse grupo, não há meta específica de vacinação.

Público-alvo

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

O quantitativo de pessoas que integram o público-alvo de cada município e a logística de distribuição das doses da vacina são definidos em reuniões da Comissão Intergestores Tripartite (CIT),  que contam com a presença dos governos federal, estaduais e municipais. O documento com a pactuação é assinado pelos presidentes dos Conselhos Nacionais de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Todos os anos, o Ministério da Saúde recebe a vacina em etapas do laboratório produtor e, à medida que chegam as doses, estas são distribuídas imediatamente aos Estados. A partir do recebimento das vacinas, os Estados podem definir estratégias de contenção, conforme suas análises de risco, para a vacinação da população-alvo.

Casos da doença

Neste ano, até 9 de maio, foram registrados 2.808 casos de influenza de todos os tipos no Brasil. Desse total, 2.375 por influenza A (H1N1), sendo 470 óbitos, com registro de um caso importado (o vírus foi contraído em outro país). Os dados constam no Boletim Epidemiológico de Influenza do Ministério da Saúde.

O Brasil possui uma rede de unidades sentinelas para vigilância da influenza distribuídas em serviços de saúde de todas as unidades federadas do País, que monitoram a circulação do vírus influenza por meio de casos de síndrome gripal (SG) e síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

A Região Sudeste concentra o maior número de casos (1.381) de influenza A H1N1, sendo 1.209 no Estado de São Paulo. Outros Estados que registraram casos neste ano foram Rio Grande do Sul (198); Paraná (165); Goiás (153); Santa Catarina (102); Pará (101); Rio de Janeiro (70); Bahia (67); Distrito Federal (63); Paraíba (12); Alagoas (12); Rio Grande do Norte (11); Mato Grosso (7); Amapá (2); Rondônia (1); Roraima (1); Maranhão (1); Piauí (1) e Sergipe (1).

Com relação ao número de óbitos, São Paulo registrou 223, seguido por Rio Grande do Sul (39); Goiás (26); Paraná (24); Rio de Janeiro (23); Santa Catarina (21); Pará (16); Bahia (15); Minas Gerais (14); Espírito Santo (14); Pernambuco (10); Mato Grosso do Sul (9); Paraíba (8); Ceará(6); Distrito Federal (6); Rio Grande do Norte (5); Mato Grosso (4); Alagoas (2); Amapá (2) e Maranhão (1).  

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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