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Saúde

Ministro da Saúde garante continuidade do Mais Médicos

Atendimento Básico

Ricardo Barros propôs ainda aplicação de multas para quem tem focos do mosquito Aedes aegypti em casa
por Portal Brasil publicado: 14/05/2016 16h03 última modificação: 14/05/2016 16h03
Wilson Dias/Agência Brasil Novo ministro garantiu que trabalhará junto a equipe econômica do governo para que orçamento da saúde seja descontingenciado

Novo ministro garantiu que trabalhará junto a equipe econômica do governo para que orçamento da saúde seja descontingenciado

Na primeira entrevista coletiva à imprensa como ministro da Saúde, Ricardo Barros destacou as palavras gestão e articulação. O novo ministro apresentou algumas propostas, como aplicação de multa para quem tiver focos do mosquito Aedes aegypti em casa e afirmou que não pretende mudar as regras de permanência de médicos estrangeiros no País.

Mais Médicos

O Programa Mais Médicos vai permanecer com o estímulo de recrutar médicos brasileiros, de acordo com Barros, e não vai alterar a permanência dos estrangeiros no País. 

"Vamos privilegiar, incentivar que cresça na participação dos médicos brasileiros, como aconteceu nas duas últimas chamadas. Esse é o objetivo que o governo tem para manter o programa que foi muito bem aceito pela população", afirmou Barros. Nas duas últimas chamadas, a pasta recrutou apenas médicos brasileiros.

Aedes aegypti

Estimular a aplicação de multas para quem tem focos do mosquito Aedes aegypti em casa é uma das propostas trazidas por Ricardo Barros. "Eu quero fazer esse apelo aos prefeitos para que se não tem uma lei [que preveja multa] que eles aprovem a lei e que façam a fiscalização com muita dedicação. Se o mosquito se comprometesse a picar só na casa onde ele é criado, era fácil, mas infelizmente ele não é disciplinado e a gente não pode deixar que a sociedade toda sofra porque alguém não quer colaborar com o combate ao mosquito", defendeu o ministro.

Barros fez uma analogia ao uso de cinto de segurança, dizendo que a população só adotou o hábito de usar esta ferramenta depois que o governo impôs multa. "[O governo fazia] campanhas para o uso do cinto de segurança, campanhas expressivas, terminava a campanha, pesquisas mostravam que 90% não usavam o cinto. Depois que implementaram multa, as pesquisas mostravam que 90% usavam o cinto", comparou.

Não haverá uma norma federal regulamentando a multa, segundo o ministro, pois não haveria como fiscalizar o cumprimento dela em todo o território nacional. Barros ressaltou que a população precisa se mobilizar, pois os recursos estão escassos para o combate.

Com relação aos Jogos Olímpicos, o novo ministro disse que a pasta irá cumprir com todos os compromissos assumidos. "O estrangeiro pode vir tranquilo, já que estaremos num período de redução do mosquito e também porque as medidas de combate estão em andamento".

Pílula do câncer

Sobre a fosfoetanolamina, conhecida como pílula do câncer, que agora por lei, pode ser comercializada no País sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o ministro disse que não tem conhecimento técnico para se posicionar sobre o assunto, e que vai aguardar o fim das pesquisas para tomar uma decisão.

Orçamento

Ricardo Barros disse que vai tentar manter o orçamento destinado à pasta. "Eu não tenho expectativa de aumentar os recursos para a saúde, a crise fiscal é muito grande". O novo ministro garantiu que vai trabalhar junto a equipe econômica do governo "para que seja descontingenciado o orçamento da saúde e os recursos sejam liberados". Em março, o orçamento da saúde teve um corte de R$ 2,37 bilhões. 

"O ministério atua em regime de contenção de gastos, está gastando exclusivamente os recursos que estão sendo repassados, R$7,2 bilhões por mês para a manutenção do sistema", disse. Estes valores levam em conta os contingenciamentos feitos no orçamento inicial pelo governo de R$118 bilhões.

"No momento, prego a melhoria da qualidade do gasto público e da eficiência da gestão. Os recursos, se melhor gastos, produzirão mais serviços".

Fonte: Agência Brasil

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