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Anita Garibaldi
No início do século 21, época em que a mulher ideal era a que ficava em casa e obedecia ao marido, Anita Garibaldi rompeu todos os padrões e tornou-se uma revolucionária dos hábitos brasileiros. Ela entrou para a história por sua bravura e luta pelos ideais de liberdade, tendo participado de manifestações políticas como a República Juliana (independência de Santa Catarina) e a Batalha dos Curitibanos, além do processo de unificação da Itália.
- Anita Garibaldi rompeu todos os padrões e tornou-se uma revolucionária dos hábitos brasileiros
Filha de Bento da Silva e Maria Antônia de Jesus Antunes, Ana Maria de Jesus Ribeiro da Silva nasceu em 30 de agosto de 1821, em Morrinhos, subúrbio de Laguna (SC). Apesar da origem humilde, Anita foi muito bem educada. Com a morte do pai, casou-se aos 14 anos, por insistência da mãe, com o sapateiro Manuel Duarte Aguiar. Eles não tiveram filhos e o casamento durou pouco tempo.
Abandonada pelo marido aos 18 anos, de volta à casa de sua mãe, Anita conheceu Giuseppe Garibaldi, guerrilheiro italiano exilado no Brasil que servia aos farroupilhas (latifundiários escravistas e separatistas que haviam se rebelado contra o Império brasileiro), durante a Revolução Farroupilha (ou Guerra dos Farrapos), que tomou a cidade de Laguna a serviço da República Rio-grandense.
Era o início de um romance belo e heróico. Anita se entusiasmou com os ideais democráticos e liberais de Garibaldi, aprendeu a lutar com espadas e usar armas, transformando-se em uma guerreira que o acompanharia em todas as lutas.
Ao lado de Garibaldi, Anita participou ativamente do combate em Imbituba e da batalha de Laguna, na qual carregou e disparou um canhão. Durante a Batalha de Curitibanos, Anita foi capturada pelas tropas do Império, quando estava grávida do seu primeiro filho. Foi informada que Giuseppe estava morto, mas não acreditou e conseguiu fugir à procura do seu companheiro.
Após atravessar um rio e passar alguns dias sem comer, ela conseguiu abrigo com outros revolucionários. Poucos dias depois, encontrou Giuseppe na cidade de Vacaria (RS).
Em 1840, nasceu o primeiro filho do casal, Domênico Menotti. Em 1841, eles foram para Montevidéo e se engajaram nas lutas locais. Em 1842, Anita e Giuseppe se casaram. No mesmo ano começou a guerra contra a Argentina, onde Garibaldi comandou a frota. Depois tiveram mais três filhos: Rosa (1843), que faleceu dois anos depois; Teresita (1845) e Ricciotti (1847).
Em 1848, Anita acompanhou seu marido de volta à Itália, junto com seus filhos. Giuseppe permaneceu em Roma, onde ocorriam as primeiras manifestações públicas pela unidade e independência do país.
Mesmo com a conquista, eles tiveram que enfrentar os ataques do exército franco-austríaco e atuaram nas ofensivas da Batalha de Gianicolo. Acompanhados por quase 4 mil soldados, o casal ainda teve de enfrentar outros exércitos contrários à unificação da Itália.
Quando chegaram à cidade de San Marino, a embaixada norte-americana ofereceu ajuda ao casal, para tirá-los da situação de risco. Mas com medo da desarticulação do processo de unificação, eles rejeitaram e continuaram a fuga.
Em 1849, próximo à província de Ravenna, Anita teve uma grave crise de febre tifóide e não resistiu. Morreu em 4 de Agosto. Perseguido pelos soldados austríacos, Garibaldi não pode acompanhar o funeral da mulher. Exilado, ficou dez anos fora da Itália. Somente em 1932, o corpo de Anita foi transferido para Roma. Foi erguido um monumento, onde está enterrado seu corpo, na colina de Gianicolo.
Fontes:



