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Deborah Colker
Considerada um dos nomes mais fortes da dança contemporânea no Brasil, a coreografa e bailarina Deborah Colker passou a se dedicar à dança em 1980, quando deu aulas no Grupo Coringa. Antes disso, cursou psicologia, foi jogadora de vôlei e estudou piano por dez anos. Essa diversidade é uma das marcas do seu estilo.
Quatro anos depois, ela foi convidada para criar a coreografia da peça A Irresistível Aventura, dirigida por Domingos de Oliveira. Com esse trabalho, deu inicio ao que seria a vertente mais importante da sua carreira nos dez anos seguintes: diretora de movimento, uma expressão sugerida por Ulisses Cruz, diretor e encenador que despontou nos anos 80.
- Em 2009, Deborah se tornou a primeira mulher a dirigir um espetáculo do Cirque Du Soleil
Nesta função, Deborah trabalhou com os principais diretores e atores do País em espetáculos como Escola de Bufões de Moacyr Góes; Macbeth de Ulysses Cruz com Antônio Fagundes; Sonhos de Uma Noite de Verão de Werner Herzog; A Serpente de Antônio Abujamra; e Uma Noite na Lua de João Falcão com Marco Nanini.
A coreógrafa fundou a companhia de dança, que leva o seu nome, em 1994. O primeiro espetáculo da Companhia Deborah Colker foi O Globo em Movimento, o qual teve grande repercussão ao ser encenado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
O sucesso do trabalho foi tão grande que, em 1995, a companhia conquistou o patrocínio exclusivo da Petrobras. A escola já se apresentou em diversos países como Alemanha, Argentina, Áustria, Canadá, Chile, Cingapura, Colômbia, Escócia, Estados Unidos, França, Holanda, Hong Kong, Inglaterra, Irlanda, Japão, Macau, México, Nova Zelândia, País de Gales, Paraguai, Portugal e Uruguai.
Em 2009, Deborah se tornou a primeira mulher a dirigir um espetáculo do Cirque Du Soleil, companhia internacionalmente conhecida por ter revolucionado a linguagem dos espetáculos circenses. A missão da brasileira era montar o show de aniversário de 25 anos da popular franquia canadense. Não bastasse isso, também precisava ser uma apresentação que pudesse se comunicar universalmente, pois foi montada para viajar pelo mundo por 15 anos. Só deve chegar ao Brasil em 2015, por exemplo.
A coreografa cumpriu a missão e montou Ovo, em parceria com o cenógrafo Gringo Cardia e com o diretor musical Berna Ceppas. O espetáculo possui 53 artistas de dez nacionalidades diferentes e demorou dois anos para sair do papel.
O tema de Ovo é o mundo dos insetos, atendendo ao pedido da direção do Cirque Du Soleil, que queria falar de meio ambiente. A coreografa uniu natureza, espaço e movimento a partir desses pequenos seres e suas diversas habilidades, como voar, rastejar, saltar e escalar paredes.
Com ritmos brasileiros, como o samba, o funk carioca e o baião, o espetáculo explora ao máximo a capacidade dos artistas da companhia ao exigir que eles sejam ginastas, bailarinos e acrobatas dentro do mesmo show. É a marca do Brasil na maior companhia circense do mundo.
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