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Dorcelina Folador
Primeira prefeita portadora de deficiência física do País, Dorcelina Oliveira Folador teve sua carreira política tragicamente interrompida no dia 30 de outubro de 1999, quando foi assassinada na varanda de sua casa com seis tiros nas costas.
- Dorcelina atuou de forma ativa na organização MST, cobrando das autoridades de sua região uma política de reforma agrária eficaz
Dorcelina havia atingido o ápice de sua trajetória na vida pública dois anos antes, ao assumir, aos 34 anos, a prefeitura de Mundo Novo, cidade localizada a 460 quilômetros de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Natural de Guaporema, no Paraná, filha caçula de uma família pobre, a ativista social envolveu-se desde jovem em ações com a comunidade católica após mudar-se com os pais e os irmãos para Mundo Novo. Engajou-se em lutas sociais pela adoção de práticas de transparência na administração pública e distribuição da renda. Ainda na adolescência, Dorcelina atuou de forma ativa na organização MST (Movimento Sem Terra), cobrando das autoridades de sua região uma política de reforma agrária eficaz.
Seu envolvimento direto com as comunidades carentes de Mundo Novo a credenciaram para disputar cargos públicos pelo Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual se filiou ainda jovem. Concorreu por duas vezes, ambas sem sucesso, ao posto de vereadora na cidade. Em 1996, no entanto, Dorcelina assumiu o maior desafio de sua carreira pública ao disputar a prefeitura da cidade, também pelo PT. Com 3.422 votos, venceu as eleições daquele ano em Mundo Novo.
Destacou-se por implementar programas como o Orçamento Participativo, Renda Mínima, Bolsa-Escola, além de instituir concursos para o preenchimento de vagas em postos públicos, prática que encerrara anos de apadrinhamento nos empregos da prefeitura da cidade.
A gestão de Dorcelina desagradou parte dos quadros políticos da região, acostumados com outro modelo de gestão pública. A situação se acirrou ao ponto do Secretário Municipal de Agricultura e Pecuária, Jusmar Martins da Silva, encomendar barbaramente o assassinato da prefeita.
Ele e mais cinco pessoas foram presas e condenadas pelo crime. No julgamento, Jusmar confessou ser um dos mandantes do assassinado. Ele já cumpriu pena e atualmente está em liberdade condicional.
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