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Elas fazem a diferença

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Lindinalva Rodrigues Dalla Costa, promotora de justiça

Buscar alternativas para diminuir os casos de violência contra a mulher e promover o conhecimento em defesa da família são objetivos que norteiam o cotidiano de Lindinalva Rodrigues Dalla Costa, promotora de justiça da cidade de Cuiabá. 

Ela foi a primeira profissional a aplicar a Lei Maria da Penha no Brasil, em 2006, quando foi sancionada. A promotora já se manifestou em 35 mil processos acusando o agressor e garantindo os direitos da vítima. Por meio da Lei Maria da Penha, por exemplo, qualquer pessoa pode acusar um homem de agressão física contra uma mulher. 

Divulgação Promotora de Cuiabá (MT) atua na diminuição dos casos de violência contra a mulher Ampliar
  • Promotora de Cuiabá (MT) atua na diminuição dos casos de violência contra a mulher

Antigamente, só a vítima poderia denunciar. De acordo com a Ouvidoria da Secretaria de Políticas das Mulheres, 42 mil brasileiras foram assassinadas e 70% dos homicídios ocorreram na casa das vítimas, somente em 2011.

O número de mulheres violentadas estimula a promotora a investir mais no trabalho de conscientização pelo fim dos abusos. Ela é criadora e coordena dois projetos a favor das mulheres: “Lá em casa quem manda é o respeito” e o “Projeto Questão de Gênero”. O primeiro promove a reeducação de agressores, que estão nas cadeias, e combate a reincidência de casos no estado do Mato Grosso. 

O segundo, lançado em abril de 2009, preveni a violência doméstica e familiar e é desenvolvido em escolas públicas, dando valor especial para as mais periféricas e carentes.

Explicar o problema para as crianças nas instituições de ensino fez com que o projeto fosse premiado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, em 2010, como um dos três melhores do País. Outros Estados brasileiros, como Espírito Santo e Bahia, já reproduziram a ideia.

Em meses comemorativos, como março (Mês da Mulher) e agosto (Mês da Lei Maria da Penha), a agenda da juíza fica lotada. Ela também organiza palestras gratuitas que explicam para a população os direitos das mulheres no País. “Não me limito a ficar só no gabinete. A violência é uma covardia e é preciso ter um contato mais a fundo com essa realidade”, disse Lindinalva. 

Em 2011, a profissional assessorou a Frente Parlamentar de Defesa da Família, do Senado Federal, sendo responsável pela elaboração de campanha nacional de combate a violência contra mulheres, crianças, adolescentes e idosos.

No mesmo ano, foi eleita para coordenar a Comissão Permanente Nacional de Promotores da Violência Doméstica (Copevid), composta por 25 membros indicados pelos procuradores-gerais, que representam os 20 Estados e Distrito Federal.

Fontes:
Secretaria de Políticas para as Mulheres
Comissão Permanente Nacional de Promotores da Violência Doméstica (Copevid)

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