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Rosely Pimentel Sampaio, diretoria da Cruz Vermelha
Formada em jornalismo e há quase 30 anos na Cruz Vermelha do Rio de Janeiro, Rosely Pimentel Sampaio ocupa o cargo de diretora-executiva da instituição no Brasil. E faz esse trabalho como voluntária, sem receber salário.
- Rosely é responsável por angariar recursos para a instituição e deslocar-se para ajudar e acompanhar pessoas que precisam de socorro
A sociedade civil filantrópica e sem fins lucrativos busca ajudar as famílias atingidas por grandes catástrofes em todo o planeta e procura proporcionar a paz entre todos os povos. A Cruz Vermelha está presente em mais de 180 países e tem 54 filiais no Brasil.
Angariar recursos para a instituição e deslocar-se aos locais de grandes tragédias para ajudar e acompanhar pessoas necessitadas são algumas das funções da voluntária.
“Em 1988, desmoronaram algumas casas e tivemos que mandar tijolos para ajudar na reconstrução. Mas, algumas regiões iriam receber antes que as outras. Foi muito triste escolher para qual destino enviar primeiro”, lembra Rosely sobre a enchente na capital fluminense.
Visualizar de perto o sofrimento humano não é tarefa fácil. Principalmente quando algo não dá certo. No auge de outra enchente do Rio de Janeiro, em 2010, uma van com donativos não conseguiu chegar até os atingidos porque o veículo não tinha tração nas quatro rodas. Frustrada com o problema, Rosely foi atrás da solução. Contatou uma grande empresa privada, que cedeu um veículo potente, imprescindível para auxiliar no transporte de alimentos e voluntários na região inundada.
Rosely conta que nunca viu uma mobilização tão grande de pessoas quando as chuvas destruíram a região serrana do Rio de Janeiro no verão de 2011. Eram cineastas, gerentes de banco, advogados, entre outros profissionais que confiavam na Cruz Vermelha e se deslocaram de diferentes cidades do estado para ajudar nas operações de resgate. Até hoje ela monitora a situação dos atingidos, por meio dos postos de atendimento da instituição.
A diretora cuida ainda do treinamento dos voluntários da Cruz Vermelha. Para saber como melhor ajudar nas mais diferentes situações de emergência, os interessados precisam participar do curso de formação básica, com aulas ministradas por Rosely. Lá, os voluntários conhecem o código de ética, valores e entendem a proposta do trabalho. O curso técnico, dividido em três módulos, inclui aulas teóricas e estágio supervisionado em diversas unidades de saúde.
A voluntária participa ainda do projeto “Primeiros Socorros Comunitários”, que leva cursos a comunidades de alto risco de violência. “Sempre tomamos todas as precauções e participamos de treinamentos de acesso mais seguro”.
Por isso, “durante os três anos que fazemos esta ação, a Cruz Vermelha sempre foi respeitada e nunca fomos abordados para que pudéssemos sentir qualquer tipo de risco em estar ali, ajudando aquelas pessoas que precisam aprender como agir numa situação de necessidade”, conta a diretora.
Rosely também é uma das idealizadoras e executoras do setor de Direitos Internacionais da Cruz Vermelha. A área é responsável por repassar para os públicos interno e externo (como Forças Armadas, universidades, ONGs etc.) o trabalho da Cruz Vermelha, captar recursos e voluntários.
“Quero deixar minha marca na Cruz Vermelha, ajudando de todas as formas a instituição que eu acredito”, completa.
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