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Economia solidária

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Grupos solidários

Os grupos solidários têm uma estrutura mais simples que a das cooperativas. Esse tipo de organização é o início de um trabalho coletivo e serve para que os integrantes se conheçam melhor e possam traçar um plano para atingir seus objetivos.

Os grupos normalmente se organizam para atender as demandas mais imediatas dos trabalhadores e desempenham um importante papel estimulador da produção coletiva.

Um exemplo é um grupo de costureiras que mora em um mesmo bairro e se organiza para juntar seus investimentos e comprar equipamentos. Assim, começa a produção coletiva. O grupo constrói uma identidade própria e pode evoluir, ou não, para uma cooperativa.

Se conseguir vender a sua produção para uma prefeitura, por exemplo, precisará se adequar às exigências jurídicas e poderá precisar se tornar uma cooperativa para assinar o contrato de fornecimento. Mas o grupo pode continuar com a mesma estrutura se estiver atendendo às necessidades de seus integrantes.

Os grupos solidários existem tanto na área urbana como no setor rural. As empresas recuperadas – aquelas que tiveram a administração assumida por funcionários após passarem por problemas legais ou financeiros – normalmente começam com a criação de um grupo inicial. Os trabalhadores se organizam para pagar fornecedores, sanar dívidas e buscar crédito.

Com o microcrédito, os grupos solidários foram estimulados para captar linhas de financiamento. Um exemplo é o Crediamigo, Programa de Microcrédito Produtivo Orientado do Banco do Nordeste, que concede créditos rapidamente e sem burocracia a grupos solidários.

O Crediamigo faz parte do Crescer - Programa Nacional de Microcrédito do governo federal e possibilita o acesso ao crédito a empreendedores que não tinham acesso ao sistema financeiro. Os integrantes assumem a responsabilidade conjunta pelo pagamento das parcelas.

“Os grupos solidários são reconhecidos mundialmente e existem em diversos países”, afirma Antônio Haroldo Pinheiro Mendonça, coordenador-geral de Comércio Justo e Solidário do Departamento de Fomento à Economia Solidária da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

De acordo com o Atlas da Economia Solidária da Senaes, de 2007 (e último realizado), o Brasil tem 7.978 grupos informais. As regiões Nordeste e Sudeste são as que mais apresentam esse tipo de organização solidária, cada uma tem mais de dois mil grupos registrados.

Os empreendimentos econômicos sociais envolvem cerca de 1,6 milhão de pessoas no País, que atuam em cooperativas, associações ou grupos informais.

Fontes:
Ministério do Trabalho
Secretaria Nacional de Economia Solidária
Crediamigo
Crescer - Programa Nacional de Microcrédito
Fórum Brasileiro de Economia Solidária

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