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Cinema brasileiro

O mercado brasileiro de cinema é o mais pujante entre todas as artes. Em 2011, de acordo com o Informe Anual de Acompanhamento de Mercado – Filmes e Bilheterias, da Ancine, o número total de ingressos vendidos chegou a 143,9 milhões, e a renda bruta nas bilheterias dos cinemas alcançou o valor de R$ 1,44 bilhão, estabelecendo novos recordes e colocando o Brasil entre outros mercados mais importantes do mundo.

“O número de filmes de longa-metragem brasileiros lançados, 99 no total, foi o maior dos últimos 10 anos”, afirma o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel. Depois da retomada dos anos 1990, a produção brasileira está consolidada, a estética dos filmes ganhou o mundo com grandes produções e a cena alternativa ferve. Claro que a concorrência ainda é grande. Entre os 10 filmes top de bilheteria em 2012, nenhum é brasileiro.

Na década de 1930, os primeiros filmes nacionais já lutavam contra a distribuição massiva vinda dos Estados Unidos. As chanchadas, comédias musicais com cantores do rádio e atrizes do teatro de revista, como “Alô, Alô Brasil” (1935) e “Alô, Alô Carnaval” (1936), caem no gosto popular e revelam Carmen Miranda. Logo é criado o estúdio Vera Cruz, em São Paulo, para realizar um tipo de cinema mais sofisticado. Em 1953, “O Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto, ganha prêmio no Festival de Cannes.

É o início da era de ouro do cinema nacional, o Cinema Novo. No início da década de 1960, um grupo de cineastas jovens realiza filmes com temática social, entre eles Glauber Rocha, um dos maiores cineastas brasileiros. É hora de “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964) e “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro” (1968). Colados no underground americano, o Cinema da Boca do Lixo brasileiro revela também Rogério Sganzerla (“O Bandido da Luz Vermelha”, 1968) e Júlio Bressane. Por outro lado, as pornochanchadas – produções que misturavam histórias popularescas com erotismo e humor – conquistam o público.

Em 1974, o presidente Ernesto Geisel cria a Embrafilme, que teria papel central no cinema brasileiro até a extinção em 1990. Dali, saíram “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), de Bruno Barreto, e “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1980), de Hector Babenco.

Depois disso, com a extinção da Embrafilme, o cinema nacional cai em declínio, só erguido novamente com a Lei do Audiovisual, por meio de incentivos fiscais. É a retomada. Em pouco tempo, três filmes são indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro: “O Quatrilho” (1995), “O Que é Isso, Companheiro” (1997) e “Central do Brasil” (1998), também vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim.

A partir de então, despontam nomes como Walter Salles e Carla Camuratti. Em 2002, Fernando Meirelles, vindo da publicidade, faria “Cidade de Deus”, um marco do “cinema de favela” com estética brasileira, que abrira caminho para “Tropa de Elite” (2007) e “Tropa de Elite 2” (2011), de José Padilha, este sim o maior sucesso de todos os tempos nas salas brasileiras.

Segundo o diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel, a ação do poder público não se resume mais a autorizar a captação de renúncia fiscal. “Ela estimula e articula parcerias, investe diretamente e, principalmente, induz condições favoráveis à participação dos agentes privados.”

Por isso, as produções nacionais ocupariam o mercado de forma “continuada e consistente”. O Brasil tem 2.098 salas de cinema, segundo o último Anuário Estatístico do Ministério da Cultura, metade delas no Sudeste.

Fontes:
Lei nº 8.685/93, do Audiovisual
Ancine
MinC