Fotografia
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Claudia Andujar (1931)
De família húngara, Claudia Andujar nasceu em Neuchâtel, na Suíça, em 1931. Quando se fala da história do fotojornalismo bem como nos registros da vida indígena no Brasil, seu nome é obrigatório. É dela grande parte das fotos sobre a nação ianomâni no Brasil, povo que ela aprendeu a amar e respeitar depois de ter com eles os primeiros contatos. É também conhecida por sua luta pelas causas territoriais e de saúde pública desse grupo étnico.
Após a Segunda Guerra Mundial e a morte dos pais num campo de concentração, Claudia emigrou para Nova York e lá começou a interessar-se por pintura e fotografia. Mudou-se para o Brasil em 1955, onde passou a fotografar populações isoladas no litoral do estado de São Paulo. Em 1958, Andujar fotografou uma aldeia da etnia carajá, no rio Xingu, graças ao contato com o antropólogo Darcy Ribeiro.
Em seus primeiros anos no Brasil, na década de 1960, Andujar passou a dedicar-se exclusivamente à fotografia, como freelancer para revistas como Claudia e Life. Em 1971, uma reportagem para a edição 67 da revista Realidade, um especial sobre a Amazônia, mudaria o rumo de sua vida pessoal e profissional. As belíssimas fotos – inclusive a que ilustra a capa – de integrantes da etnia aharaibu abriram caminho para o que viria a se tornar o seu principal objeto de trabalho dali em diante.
De volta a São Paulo, envolveu-se nas lutas pela nação ianomâmi, população indígena que vive na fronteira entre Brasil e Venezuela. Recebeu uma bolsa da norte-americana Fundação Guggenheim e, mais tarde, uma outra da Fundação de Auxílio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para estudar e conhecer as tradições, costumes e lutas desse povo.
Participou entre 1978 e 1992 da Comissão pela Criação do Parque Ianomâmi (CCPY) e coordenou a campanha pela demarcação das terras indígenas. Entre 1993 e 1998, atua no Programa Institucional da Comissão Pró-Ianomâmi. A reserva viria a tornar-se realidade em 1992.
Nos anos 1980 ministrou aulas de fotografia no Museu de Arte de São Paulo (Masp), em parceria com George Leary Love, fotógrafo norte-americano com quem foi casada. O curso tinha como objetivo mostrar a importância da pesquisa que precede o trabalho fotográfico, conceito que tanto Love quanto Andujar seguiam em suas carreiras. Entre os alunos estavam jovens profissionais das lentes, como Cristiano Mascaro e Claudio Edinger.
Com George Love também publicou o livro Amazônia, em 1978. Depois dele, editou sozinha, Mitopoemas Ianomâmi, em 1979; Missa da Terra sem Males e Ianomâmi, em 1982: A Casa, a Floresta, o Invisível, em 1998 e, em 2005, A Vulnerabilidade do Ser. Frequentemente faz parte de exposições individuais e coletivas no Brasil e em outros países.



