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David Drew Zingg (1923-2000)
Norte-americano nascido em 1923 na cidade de Montclair, Estado de New Jersey (Estados Unidos), David Drew Zingg figurou entre os nomes mais importantes da fotografia brasileira nas décadas de 1960 e 1970.
Foi personagem atuante na cena cultural de São Paulo e Rio de Janeiro durante essa época e realizou alguns dos mais célebres retratos do fotojornalismo brasileiro. São de sua autoria famosas fotos de João Gilberto, Pelé e Vinicius de Morais. Faz parte de seu portfólio, também, a mítica foto da atriz Leila Diniz, nua e grávida.
Zingg estudou literatura e história na Universidade de Columbia, Nova York, onde anos mais tarde foi professor de jornalismo. Fez parte da redação da emissora NBC e foi voluntário para a Força Aérea Americana, na Segunda Guerra Mundial. Morou na Inglaterra e depois de deixar o Exército passou a colaborar com Rádio do Serviço Militar.
De volta à Nova York, Zingg deu início a uma série de viagens em colaboração para publicações internacionais como Look, Life, Esquire, Sports Illustrated, Vogue, New York Times, e os britânicos London Sunday Telegraph e The Observer. Além de fotografar, Zingg também escrevia.
Seu talento para retratar celebridades surgiu nessa época. Retratou grandes homens da política internacional, como John Kennedy, Winston Churchill e Che Guevara, além de nomes centrais para a cultura da época, como Marcel Duchamp, Louis Armstrong, Duke Ellington, e Ella Fitzgerald. Tornou-se próximo de muitos deles.
Sua primeira passagem pelo Brasil se deu em 1959, quando desembarcou no Rio de Janeiro para cobrir a corrida oceânica Buenos Aires-Rio, para as revistas norte-americanas Life e Sports Illustrated. O encanto com a cidade fez com que ele voltasse muitas vezes depois, tanto a trabalho como a lazer, e já começasse a se tornar conhecido entre os brasileiros.
Fizeram parte de seus trabalhos à época a cobertura da construção de Brasília e da noite de abertura do show de bossa nova, que apresentou Tom Jobim e Vinicius de Moraes, no Club Bon Gourmet, no Rio de Janeiro. Contribuiu, também, para a organização do show no Carnegie Hall em 1962 que tornaria o gênero brasileiro um dos mais conhecidos em todo o planeta.
Em 1964, Zingg mudou-se definitivamente para o Brasil, para o Rio de Janeiro, onde viveria até 1978. Durante a vida profissional, fez trabalhos para a maior parte das grandes publicações do País, como as revistas Realidade, Manchete, Veja, Claudia, Playboy, VIP, Elle, Quatro Rodas, Status e IstoÉ, entre várias outras. Também colaborou com os jornais O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo, O Globo, Zero Hora e Notícias Populares.
Além de fotógrafo, Zingg era jornalista e agitador cultural. Já vivendo em São Paulo, fez parte da banda Joelho de Porco, conhecida por suas letras satíricas e figurinos debochados. Entre 1987 e 2000 manteve a coluna Tio Dave no jornal Folha de S. Paulo. Em seus últimos anos de vida, foi também colaborador do portal iG e das revistas Playboy, Imprensa e VIP.
O fotógrafo morreu em 28 de julho de 2000, em São Paulo, vítima de falência múltipla de órgãos após complicações resultantes de uma cirurgia na próstata.
Fonte:
Site de David Drew Zingg



