Fotografia
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Nair Benedicto (1940)
Nascida em São Paulo em 1940, Nair Benedicto é uma das precursoras do fotojornalismo brasileiro. Ao longo de sua carreira, direcionou suas lentes aos grupos considerados “minorias”, como as mulheres, os menores de rua, os homossexuais e os índios. Além disso, fez parte de um grupo de profissionais de fotografia que, nos anos 1980, deu início à criação das agências de fotografia no Brasil.
Envolvida com as questões populares desde a adolescência, ela começou a fazer seus primeiros experimentos com audiovisual no final dos anos 1960. Entre 1969 e 70 foi presa pela ditadura militar juntamente com o então marido, o ativista político e membro da Resistência Francesa Jacques Breyton.
Essa experiência seria definitiva na forma com que iria conduzir seu trabalho e sua vida dali em diante. Foi nesse contexto que surgiu o interesse pela fotografia, manifestação que ainda não estava no foco da censura dos militares.
Em 1972 formou-se em rádio e televisão pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Nesse mesmo ano realizou seus primeiros registros como fotógrafa freelancer do Jornal da Tarde.
Em seus trabalhos autorais, a profissional também fotografou a cultura popular noturna, nas festas e forrós populares, nos bares e prostíbulos, buscando retratar situações comuns com extrema delicadeza. Uma mostra é sua foto Tesão no Forró, que mostra um casal dançando de forma ousada no forró do Mario Zan, famoso na São Paulo dos anos 1970.
Paralelamente a seus trabalhos como fotojornalista, inspirada na experiência da Magnum Photos, criada por Henri Cartier Bresson e Robert Capa nos anos 1940, Nair Benedicto fundou a Agência F4 de Fotojornalismo, com Juca Martins, Delfim Martins e Ricardo Malta, em 1979.
Durante os anos 80 a fotógrafa debruçou-se sobre registros audiovisuais e fotográficos a respeito das condições de vida de crianças e mulheres na América Latina, mostrando muitos desses trabalhos no País e fora dele. Entre 1988 e 1989 foi comissionada do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para registrar a situação da mulher e criança na América Latina.
Em 1980 publicou dois livros: A Greve do ABC, relato fotográfico das manifestações acontecidas em São Paulo no final dos anos 1970, e Questão do Menor, em parceria com Juca Martins, que mostra um problema social que ganhou grandes dimensões naquela época. Oito anos depois lança As Melhores Fotos de Nair Benedicto, com trabalhos de várias fases de sua carreira.
Nair é grande defensora dos direitos autorais e trabalhistas de sua profissão. Em 1991, com Fausto Chermont, Stefania Bril, Marcos Santilli, Rubens Fernandes Júnior e outros, cria o Núcleo dos Amigos da Fotografia (NAfoto), associação promotora do evento Mês Internacional de Fotografia de São Paulo, encontro bienal que realiza mostras, discussões e novos projetos.
Com o final da F4, fundou a agência N Imagens, que dirige até hoje. Também é organizadora de exposições, além de ministrar cursos e palestras sobre fotografia.
Fontes:
Fundação Nacional das Artes (Funarte)
Ímã Foto Galeria



