Fotografia
Pierre Verger (1902-1996)
Pierre Edouard Léopold Verger nasceu em Paris, França, em 1902. Fez-se mundialmente conhecido por suas fotos e estudos etno-antropológicos sobre a cultura negra na Bahia e na África. Foi também um iniciado e grande conhecedor do candomblé e reconhecido humanista.
Verger começou a se interessar por fotografia em 1932, quando aprendeu a retratar com o profissional Pierre Boucher e adquiriu sua primeira máquina Rolleiflex. A partir daí, decide correr mundo.
Entre dezembro de 1932 e agosto de 1946 percorreu diversos países, vendendo suas fotos para revistas, jornais, agências e centros de pesquisa, além de realizar trabalhos para empresas e, algumas vezes, até mesmo trocar seus serviços por transporte.
Em 1934 fundou, com outros profissionais de fotografia, a Alliance Photo, agência que comercializava e divulga trabalhos de seus integrantes. Entre as publicações europeias e norte-americanas com quem colaborou nesse período estão Paris-Soir, Daily Mirror, Life, Paris Match, Argentina Libre, Mundo Argentino e o O Cruzeiro.
Mudou-se para Salvador em 1946. O contraste entre a Europa recém-saída da Segunda Guerra, a tranquilidade e simpatia das pessoas na capital baiana conquistaram o francês. Em contato com o candomblé, viu na religião um ponto-origem da força do povo baiano e se tornou um estudioso do culto aos orixás. Tamanho interesse rendeu a Verger uma bolsa para estudar rituais na África, em 1948.
No continente africano, o fotógrafo foi iniciado nos cultos africanos, recebendo o nome de Fatumbi, "nascido de novo graças ao Ifá", em 1953. Nesse mesmo momento, Verger começou a ser pesquisador. A pedido do Instituto Francês da África Negra (IFAN) escreveu um extenso relato sobre suas experiências na África. Esse seria o primeiro de uma série de estudos realizados por Verger sobre o tema, para diversas instituições.
Mesmo sem ter terminado os estudos superiores, em 1966 o francês obteve o título de doutor da Universidade de Sorbonne (Paris), por meio de tese sobre o tráfico de escravos entre o Golfo do Benin e a Bahia, entre os séculos XVII e XIX. Fez parte do corpo docente da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1974 e foi peça fundamental na criação do Museu Afro-Brasileiro, inaugurado em 1982, na capital baiana.
No final de sua vida uma das grandes preocupações de Verger era disponibilizar suas pesquisas a um número maior de pessoas e garantir a segurança de sua expressiva obra. Com isso, foi criada, em 1988, a Fundação Pierre Verger (FPV), que funcionava na própria casa do fotógrafo e da qual ele era presidente e mantenedor.
A FPV conserva arquivo pessoal, 62 mil negativos, biblioteca, e se encarrega da difusão de seu legado antropológico e fotográfico a todo o mundo.
Verger morreu em fevereiro de 1996, de causas naturais, na Salvador que ele escolhera para viver 50 anos antes.
Fonte:
Fundação Pierre Verger
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- Feira de Santana, Bahia - 1946-1978
- 06.06.2012 | Crédito: Fundação Pierre Verger
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- Bom Jesus da Lapa, Bahia - 1950
- 06.06.2012 | Crédito: Fundação Pierre Verger
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- Salvador, Bahia - 1946-1948
- 06.06.2012 | Crédito: Fundação Pierre Verger
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- Salvador, Bahia - 1946-1948
- 06.06.2012 | Crédito: Fundação Pierre Verger
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- Lauro de Freitas, Bahia - 1972-1973
- 06.06.2012 | Crédito: Fundação Pierre Verger
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- Comércio, Salvador - 1946-1978
- 06.06.2012 | Crédito: Fundação Pierre Verger
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- Salvador, Bahia - 1946-1948
- 06.06.2012 | Crédito: Fundação Pierre Verger
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