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Rogério Reis (1954)

Rogério Reis nasceu em abril de 1954, no Rio de Janeiro. Fotojornalista renomado foi também professor e um dos idealizadores das agências de fotografia no Brasil. Suas fotos em branco e preto, que tratam de temas como o carnaval e os trabalhadores de rua na capital fluminense, mostram um olhar apurado, combinado ao extremo conhecimento técnico. Os resultados são registros muito importantes para a história da fotografia contemporânea no Brasil.

Reis descobriu sua vocação nas oficinas de arte do Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio, nos anos 1970. Nessa época, em 1973, aprendeu técnicas de laboratório de revelação, sob orientação do fotógrafo e crítico de arte George Racz. Dois anos depois, foi para a Suíça fazer um curso de fotografia em preto e branco, na Université Polytechnique, em Lausanne.

Voltou ao Brasil em 1976 e trabalhou, por um breve período, como estagiário de iluminação em estúdio, na Rede Globo. No ano seguinte, entrou para a equipe do Jornal do Brasil, onde permaneceu por dois anos. Nesse mesmo período, entrou para a faculdade de jornalismo da Universidade Gama Filho, também no Rio de Janeiro.

Trabalhou para o jornal O Globo, em 1980, e para a revista Veja, em 1983. Em seguida, com um grupo de 15 fotógrafos que incluía nomes como Nair Benedicto, Juca Martins e Ricardo Malta, fez parte da Agência F4, que tinha escritórios em São Paulo, Rio e Brasília. O grupo existiu até o final dos anos 1980.

Desta fase é conhecido seu registro dos surfistas de trem no Rio de Janeiro, que mostra de maneira belíssima os limites entre vida e morte, além da célebre foto de Carlos Drummond de Andrade na praia de Copacabana, em 1982. Vinte anos depois, essa foto seria reproduzida em bronze pelo escultor Leo Santana, em homenagem ao centenário do escritor, e instalada no calçadão da praia de Copacabana, no Rio.
Em 1987, Reis realizou trabalhos em publicidade, a convite da agência MPM, fotografando o piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna.

Em 1991, voltou ao Jornal do Brasil, como editor de fotografia durante cinco anos. Trabalhou novamente ao lado de outro grande fotojornalista, Evandro Teixeira, de quem havia sido estagiário nos anos 1970.  Ainda em 1991, Reis tornou-se um dos fundadores da agência Tyba, onde além de diretor é também editor de projetos editoriais.

Outro de seus conhecidos projetos, o Na Lona, que mostra cenas do cotidiano da cidade Rio foi registrado sob a forma de livro em 2001. Reis também foi editor e co-autor dos livros, Revisitando a Amazônia de Carlos Chagas, (1996), Retratos de Outono (1999) e Só Existe um Rio, de 2008.

Em 2007, o fotógrafo fez parte da equipe de fotógrafos do projeto Our Place - the Photographic Celebration of the World's Heritage, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Reis mostrou seus trabalhos individualmente nas exposições Voo de Papel, no Turim Photo Festival, em, Turim, na Itália, em 2010; Retratos do Carnaval, no Musée International du Carnaval et du Masque, em Bruxelas, na Bélgica, e Ninguém é de Ninguém, no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio, ambas em 2011.

Fotos de Reis fazem parte de acervos de coleções como o Maison Européenne de la Photographie, em Paris; da Coleção Claudio Versiani (Pictura Pixel), em Nova York e da Art Photo Collection, em Gotemburgo, na Suécia.

Rogério Reis segue à frente da agência Tyba, um dos maiores fotoarquivos do Brasil.

Fonte:
Associação Brasileira de Imprensa

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Imagem de fundo: Arte sobre foto de Christian Knepper/Embratur Hospedado no Serpro