Fotografia
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Walter Firmo (1937)
Walter Firmo Guimarães da Silva nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1937. É um fotógrafo conhecido por registrar o folclore, a cultura e personagens típicos do País, além de retratar célebres figuras da cultura local. É também jornalista e professor.
Interessou-se por fotografia desde a infância e, aos 20 anos, em 1957, deu início à carreira no jornal Última Hora, no Rio de Janeiro. Nessa época, inspirou-se no carioca José Medeiros e no francês Jean Manzon, dois míticos fotógrafos da revista O Cruzeiro, para começar a desenvolver sua própria forma de fotografar.
Firmo passou também pelo Jornal do Brasil e fez parte da primeira equipe da revista Realidade, lançada em 1965, ao lado de Claudia Andujar e Rosa Gauditano, grandes nomes da fotografia àquela época. Dois anos antes, recebera o Prêmio Esso de Reportagem pela matéria Cem Dias na Amazônia de Ninguém, série de cinco reportagens publicadas no Jornal do Brasil.
Em 1967, tornou-se correspondente da revista Manchete, da Editora Bloch, em Nova York. A partir daí fez reportagens nos Estados Unidos, México, Canadá e Caribe, durante seis meses. Dessa fase são conhecidas suas imagens sobre Cuba, que se aproximam das imagens do Brasil pela cor e pela composição extremamente poética.
De volta ao País, Firmo tornou-se conhecido mundialmente, depois de ser citado no verbete "fotografia" da Enciclopédia Britânica, em 1971. Neste mesmo ano, deu início a uma série de trabalhos na área de publicidade – principalmente para indústria fonográfica –, fazendo fotos capas de discos de artistas como Djavan, Clementina de Jesus e Pixinguinha.
A essa altura, Firmo já era bastante conhecido por suas fotos coloridas e por retratar importantes nomes da música popular brasileira e inicia pesquisas sobre festas populares do País. Em 1973, junto com Claus Meyer e Sebastião Barbosa, fundou a agência fotográfica Câmera Três. Depois, passou a fazer parte da equipe das revistas Veja e IstoÉ.
Entre 1986 e 1991, dirigiu o Instituto Nacional de Fotografia da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Em 1994, lecionou no curso de jornalismo da Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, o que rendeu uma extensa experiência como professor e palestrante.
No fim da década de 1990, tornou-se editor de fotografia da revista Caros Amigos. Ganhou a Bolsa de Artes do Banco Icatu, em 1999, em Paris. Morou por seis meses como bolsista na capital francesa, onde assinou a exposição individual Parisgris - un oeil, deux regards, na Cité Internacionale des Arts. Dois anos depois, a viagem renderia também o livro e a exposição Paris, Parada Sobre Imagens, exibida no Rio.
Firmo é um dos fotógrafos mais premiados na história da fotografia brasileira. Entre 1973 e 1985, vence sete vezes o Concurso Internacional de Fotografia da Nikon. Em 1985, recebe também o Golfinho de Ouro, concedido pelo governo do Estado do Rio de Janeiro e, em 2004, recebe o título de comendador das mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Cultura à época, Gilberto Gil.
Além do livro resultante da viagem a Paris, Firmo também fotografou – e algumas vezes escreveu – Walter Firmo - Antologia Fotográfica, em 1989; Rio de Janeiro Cores e Sentimentos, em 2002; e Firmo, em 2005.
Ao longo da carreira, a obra de Walter Firmo foi exibida em várias mostras e exposições individuais, como Ensaio no Tempo, no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, em 1983; Achados e Perdidos, na Galeria Candido Mendes, também no Rio, em 1994, e Tempos de um Mesmo Olhar, na Galeria Plural, no Recife, em 2009.
Entre as coletivas destacaram-se Tempo de Olhar, no Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro (MBA – RJ) e O Negro Brasileiro, na Universidade de Miami, nos Estados Unidos, ambas em 1994.
Desde 1992, Firmo ministra cursos oficinas no Brasil e no exterior. Em 2010 funda a sala José Medeiros, homenagem a um dos seus grandes mestres e inspiradores no início da carreira, onde ministra aulas e palestras, no Rio de Janeiro.



