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Com previsão para entrar em operação comercial no fim de 2015, a usina nuclear Angra 3 terá capacidade para gerar mais de 10 milhões de MWh por ano, carga suficiente para abastecer as cidades de Brasília e Belo Horizonte.
Será a terceira usina da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), localizada na praia de Itaorna, em Angra dos Reis, litoral sul do estado do Rio de Janeiro. Com área de 82 mil metros quadrados, a usina terá potência instalada de 1.405 megawatts.
O funcionamento de uma usina nuclear se assemelha ao de uma usina térmica convencional. A diferença é que não usa combustão de carvão, óleo ou gás para gerar calor. A matéria-prima é o urânio. A geração de energia começa com a fissão dos átomos de urânio dentro do núcleo do reator. Esse processo gera calor, que transforma a água em vapor, movimentando as turbinas. O gerador elétrico acoplado ao eixo da turbina produz a eletricidade que abastece a rede de energia elétrica.
No Brasil, a maior parte do urânio é extraída da mina de Caetité, na Bahia. Com apenas 30% do território prospectado, o País abriga a sexta maior reserva de urânio do mundo, estimada em 309 mil toneladas. Além da Bahia, as maiores ocorrências do mineral estão no Ceará, em Minas Gerais e no Paraná.
A energia nuclear é considerada ambientalmente limpa, pois não libera gases poluentes na atmosfera, como o dióxido de carbono (CO2). A central nuclear está situada em um ponto estratégico, entre grandes centros consumidores de energia, como São Paulo, Rio e Belo Horizonte. Isso evita a construção de grandes linhas de transmissão, reduzindo a perda de energia em longas distâncias.
Parcela considerável dos equipamentos importados a serem instalados em Angra 3 já foi adquirida. O investimento para a implantação de Angra 3 foi de R$ 1,4 bilhão em aparelhos. Serão investidos mais R$ 9,9 bilhões para conclusão das obras, com base em valores de junho de 2010, quando teve início a construção de Angra 3. A nova usina será similar à Angra 2, em operação há 9 anos. Por causa da semelhança entre os empreendimentos, grande parte do projeto de engenharia foi aproveitado de documentos técnicos já elaborados para a usina de Angra 2.
Ao longo dos cinco anos e meio de implantação do empreendimento, serão mobilizados, em média, 5 mil empregos diretos, podendo chegar a 9 mil colocações no período de maior movimentação no canteiro. Na fase de operação da usina, serão empregados 500 funcionários. A seleção para preenchimento das vagas está sendo feita por meio de concurso público. Estão sendo contratados e treinados operadores, mecânicos, eletricistas, instrumentistas, químicos, engenheiros e físicos.
Angra 3 já obteve todas as autorizações necessárias no que se refere aos aspectos ambientais. Em março de 2009, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu a licença de instalação, autorizando o início das obras. Desde a década de 70, o local para a implantação de Angra 3 vem sendo monitorado por meio de estudos e programas ambientais.
Fonte:
Eletronuclear