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Sistema Interligado Nacional

A capacidade instalada da matriz de energia elétrica do Brasil alcançou, em agosto de 2011, 115 mil megawatts (MW), potência 54% maior do que os 74,8 mil MW instalados em dezembro de 2001. Esse aumento é tão significativo que o Sistema Interligado Nacional (SIN) exige uma coordenação sistêmica para assegurar que a energia gerada pelos 2.475 empreendimentos em operação (Boletim Mensal de Monitoramento – julho/2011) chegue ao consumidor com segurança, além de garantir o suprimento de forma contínua, com qualidade e com preços acessíveis para todos (universalização do atendimento).

Essa coordenação é feita pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), cuja função básica é controlar a operação eletro-energética das instalações de geração e de transmissão de energia elétrica no SIN, onde a predominância é de usinas hidrelétricas, privilégio de poucos países no mundo todo.

Empresa de Pesquisa Energética – EPE Visão geral do Sistema Elétrico Brasileiro Ampliar
  • Visão geral do Sistema Elétrico Brasileiro

Para operar o SIN, o ONS conta com cinco Centros de Operação espalhados pelo País, que realizam, ininterruptamente, a coordenação, supervisão e controle da operação de toda a matriz de energia elétrica brasileira. Para ter uma ideia desse trabalho, esses Centros controlam mais de 49 mil intervenções anuais; recebem, a cada 4 segundos, mais de 40 mil informações registros de medidas; gravam mais de 10 milhões de registros por dia; e têm à disposição 761 instruções de operação e 1.040 diagramas atualizados.

É importante ressaltar que cerca de apenas 3% da capacidade de produção de eletricidade do País ainda se encontram fora do SIN, em pequenos sistemas elétricos dimensionados apenas para o atendimento de necessidades localizadas, chamados de Sistemas Isolados, que se encontram, principalmente, na região amazônica. 

Matriz mais limpa
De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o governo precisará contratar 19.383 MW de potência instalada para o SIN até 2020, dado o crescimento da atividade econômica do País – projeções levam em consideração uma expansão média do Produto Interno Bruto de 5% nos próximos cinco anos – e, consequentemente, da demanda de energia, com uma elasticidade-renda do consumo de energia de aproximadamente 1,05.

A ideia, ainda segundo a EPE, é que toda essa contratação seja feita apenas de fontes renováveis, como hidrelétricas e outras fontes alternativas, entre elas usinas eólicas, termelétricas a partir de biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), soluções ambientalmente vantajosas para o País. Com essa nova expansão e outras já contratadas (36,6 mil MW), o total do Sistema Interligado Nacional passará dos atuais 115 mil MW para 171 mil MW nos próximos dez anos.

Essa energia adicional virá de 121 empreendimentos em construção e de mais 543 concedidos para operar. Estão em andamento, por exemplo, hidrelétricas de grande porte como as de Santo Antônio, Jirau e Belo Monte. Esta última, quando concluída, será a terceira maior do mundo. Esses projetos continuarão a manter o Brasil como o maior mercado mundial de energias renováveis e líder global no financiamento de energias limpas.

Ao final do primeiro semestre de 2011, as usinas hidrelétricas em operação respondiam por 71% da matriz de energia elétrica brasileira. A segunda maior fonte era a termoelétrica, responsável por 26,3% da capacidade instalada. Outras fontes participantes na matriz de energia elétrica são a nuclear (1,75%) e a eólica (0,94%).

Fontes:
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
Operador Nacional do Sistema (ONS)
Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

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Imagem de fundo: Arte sobre foto de Embrapa Hospedado no Serpro