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Indústria
A indústria brasileira, desde o início de suas atividades, representou muito para a economia e para a geração de emprego no País. Em 2008, ano da mais recente crise econômica mundial, o setor industrial brasileiro ou setor secundário completou 200 anos. A chegada da Família Real portuguesa, em 1808, e a publicação da Carta Régia de Abertura dos Portos brasileiros às nações amigas, que liberava a produção de produtos em série, deram ao Brasil a oportunidade de exercer, de forma autônoma, seu próprio comércio exterior, isto é, a troca de serviços e de produtos entre países.
O desenvolvimento de fato do setor pode ser dividido em quatro períodos, o primeiro é de 1932 a 1962. Nessa época a taxa média de crescimento da indústria atingiu 9% ao ano –destaque principal fica com a produção de café, líder em exportação, segundo do algodão. Na década de 1950, houve um processo de industrialização provocado pela substituição dos produtos importados, o que favorece o desenvolvimento da indústria nacional.
Na segunda etapa, denominada “milagre econômico”, 1967 e 1973, a produção industrial cresce 13% e o PIB 12% no governo militar. A participação dos produtos manufaturados, aqueles produzidos em série, aumentou em 47% de 1974 a 1979 e o Brasil conquistou novos mercados no Oriente Médio e África. Em 1980 a produção industrial sofreu queda com a instabilidade da moeda nacional e criação de diversos planos econômicos. A década de 1990, apesar de modesta, é caracterizada pela recuperação do setor, se comparada aos últimos dez anos. Nesta década, o País dá continuidade ao processo de abertura comercial com redução de tarifas de importação e reformulação dos incentivos às exportações. As trocas comerciais aumentam e é criado o Mercosul, que reduz as taxas dos produtos comercializados entre os países pertencentes o grupo (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai).
A partir de 2000, o comércio exterior aumentou em um ritmo mais forte. O crescimento econômico mundial, o aumento dos preços internacionais de produtos básicos, a diversificação dos mercados importadores e a maior produtividade de produtos básicos são os fatores que favoreceram o dinamismo das exportações brasileiras, que passou a atingir sucessivos recordes. Em 2007, por exemplo, segundo indica dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a produção industrial subiu 6%, o melhor resultado desde 2004, quando a produção atingiu 8,3%. No ano de 2006, o crescimento não passou de 2,8%.
E com o objetivo de fortalecer e incentivar o setor, o governo federal criou o Programa Brasil Maior, que prevê, entre 2011 e 2014, um conjunto de medidas que devem estimular o investimento, a inovação, apoiar o comércio exterior e defender a indústria e o comércio interno. O programa espera, de acordo com o MDIC, aumentar a qualificação dos trabalhadores do setor industrial, aumentar a competitividade, ampliar o valor agregado, isto é, criar acréscimos, aumentar o valor dos produtos nacionais e diversificar na produção, com incentivo à inovação tecnológica.
Fonte:
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior


