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Perfil do trabalhador brasileiro

Seis capitais brasileiras alcançaram juntas a marca de 22 milhões de trabalhadores formais em dezembro de 2010, número 18,9% maior do que o registrado desde 2003. Este é o resultado da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), retrospectiva 2003-2010, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Em quase dez anos, além dos novos postos de trabalho, os indicadores também mostram mudanças no perfil do trabalhador brasileiro. Para o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego, Cimar Azeredo, com a formalização, o trabalhador está mais consciente do que pode exigir do empregador quando tem a carteira assinada. “O trabalhador está buscando seus direitos”, diz.

Opção Brasil Imagens Trabalhador em linha de montagem de industria automobilistica Ampliar
  • Trabalhador em linha de montagem de industria automobilistica

Outra consequência desse movimento: o total de contribuintes da Previdência Social também aumentou, passando de 61,2%, em 2003, para 68,4%, em 2010. “Além de amparar o trabalhador com garantias como o Seguro Desemprego, aposentadoria, FGTS, a carteira de trabalho funciona como um passaporte de crédito, formalizando o trabalhador perante a sociedade e implicando no crescimento da economia”, explica Azeredo.

De cara nova

Segundo o IBGE, a maioria dos profissionais tem entre 25 a 49 anos (62,5%) e se dedica a jornadas médias semanais de 40,5 horas trabalhadas. Em 2010, o mercado de trabalho brasileiro ainda registrou aumento dos profissionais com 50 anos ou mais. A presença do grupo representa 21,5% e pode estar associada ao aumento da expectativa de vida e às mudanças nas regras de aposentadoria.

O setor que mais acolheu trabalhadores foi o de serviços prestados a empresas (terceirização), com 36,5%, seguido por educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (21,7%) e outros serviços, que englobam transporte, alimentação, serviços pessoais, por exemplo, com 22,8%. 

Outra boa constatação: os trabalhadores brasileiros estão estudando mais. De 2003 para 2010, o percentual de pessoas ocupadas com 11 anos ou mais de escolaridade cresceu 12,6 pontos percentuais (passando de 46,7% para 59,2%). De acordo com o IBGE, as mudanças na estrutura do mercado de trabalho fazem com que os trabalhadores busquem uma formação melhor, com mais qualificação.

O crescente número de carteiras assinadas e profissionais com mais formação resultam em mais dinheiro no fim do mês: o ano de 2010 apresentou a maior média do rendimento médio mensal desde 2003, R$ 1.490,61, o que representou um ganho de 19% em relação a 2003.

Fonte:
IBGE

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