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Enem

Em maio de 2012, o Ministério da Educação (MEC) anunciou mudanças na correção da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

José Cruz/ABr A partir de 2010, a maioria das instituições federais passa a usar o Enem em seu processo seletivo Ampliar
  • A partir de 2010, a maioria das instituições federais passa a usar o Enem em seu processo seletivo

Podendo valer até 1.000 pontos, o texto do candidato será lido por dois corretores que são instruídos a avaliar cinco itens de competência: apresentação de solução para a proposta dissertativa, compreensão do tema proposto, domínio da língua portuguesa, demonstração de conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação e capacidade de selecionar e organizar ideias. 

Os dois avaliadores darão suas notas e, caso a diferença nas pontuações seja superior a 200, ou se em pelo menos uma das competências a discrepância nas notas superar 80 pontos, um terceiro corretor será convocado. Até 2011, as avaliações poderiam diferir em até 300 pontos. Se mesmo com a terceira correção a diferença permanecer, uma banca formada por três professores será convocada para aplicar a correção presencial. Para possibilitar a execução do novo sistema com rigor e justiça, o Ministério da Educação aumentará em 40% o número de corretores, passando de 3.000 para 4.200, a partir de 2012. 

Os candidatos que se inscreverem para o Enem receberão do MEC um guia explicativo sobre as novas regras de correção da redação, que mostrará exemplos concretos do que é cobrado em cada competência, além de redações consideradas excelentes pelas bancas avaliadoras. 

Outra mudança para a prova de 2012: os candidatos que buscam certificação do ensino médio terão de ter um desempenho melhor. A pontuação mínima necessária subiu de 400 para 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento e 500 pontos na redação.

Histórico

Até 2008, o Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) era uma prova clássica, com 63 questões interdisciplinares, que não estavam relacionadas diretamente aos conteúdos ministrados no Ensino Médio. Deste modo, não era possível comparar as notas, e consequentemente o desempenho dos alunos, de um ano para outro.

A partir de 2010, a maioria das instituições federais passou a usar o Enem em seu processo seletivo, e a prova aborda desde então o currículo do Ensino Médio diretamente. O objetivo é aplicar quatro grupos de provas diferentes em cada processo seletivo, além da redação. O novo exame então passou a ser composto por perguntas objetivas em quatro áreas do conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e suas tecnologias. Cada grupo será composto por 45 itens de múltipla escolha, aplicados em dois dias.

Com o novo Enem, o MEC busca a reformulação do currículo do ensino médio e mudar o acúmulo excessivo de conteúdo, hoje cobrado nos vestibulares. A proposta é oferecer outro tipo de formação, voltada para a solução de problemas. Além disso, um exame unificado pode promover a mobilidade dos alunos pelo país. Centralizar os exames seletivos é mais uma forma de democratizar o acesso a todas as universidades.

O bom desempenho no exame é imprescindível para pleitear uma vaga nas instituições de ensino superior que adotarem o Enem como ferramenta de seleção, de maneira integral ou parcial.

O Enem 2009 promoveu a certificação de jovens e adultos no Ensino Médio e mediu o desempenho acadêmico dos estudantes ingressantes nas instituições de ensino superior.

Veja mais informações sobre o Enem 2012.

Acesse a cartilha de redação.

Fonte:
Inep